quinta-feira, 3 de maio de 2007

Paulo e Roberto

Ontem à noite a Jeanne estava indignada. Olhava para a tela do computador e, injuriada, alertava que só o Paulo Coelho tinha levantado a voz para defender Paulo Cesar de Araújo, autor da biografia agora proibida de Roberto Carlos.

O que ela disse ficou martelando na minha cabeça desde então. Na hora, não dei o valor que devia (sorry, baby). E devia.

A decisão da Justiça é, no mínimo, esquisita. Não quero sacralizar um livro que nem li, mas proibir a venda porque um punhado de coisas ali não batiam com a versão oficial que o cantor tem para a sua vida é estranho. Até porque, pelo que se sabe, o cantor não quis colaborar, é isso?

Roberto Carlos faz parte da história da música brasileira. Tem que ser biografado, portanto. Oficialmente, se ele quiser, e não oficialmente, por quem quiser fazê-lo. É o preço que se paga por fazer coisas importantes no mundo.

Em qualquer lugar sério do mundo, biografias são aceitas ou desprezadas por conta de sua seriedade. Se o trabalho de Araújo não ficou bacana, que venham outras.

Num país de tão poucos biografados, a proibição causa repulsa.

3 comentários:

j. disse...

a editora fazer o acordo é um absurdo, eu acho. ela deveria ter apoiado o autor. e ainda tem o juiz tirando foto com o robertão depois da sentença, enquanto o autor sai chorando.

Augusto disse...

Eduardo, Paulo Coelho não foi o único a se manifestar. Não houve "decisão da justiça", mas, sim, acordo judicial. Finalmente, o biografado tem também o direito de se manisfestar contra, se sentir-se ofendido na honra - parece-me que foi essa a queixa. Em tempo: acho que o Roberto Carlos está maluco!

Eduardo Nasi disse...

O Roberto está no direito dele de reclamar. A Justiça é que deixou um acordo maluco desses ser feito. E onde estão os artigos dos demais escritores defendendo o autor?