Sim, eu uso Moleskines. Aqueles de verdade. Uso porque são bons cadernos: aguentam o tranco de andar no meu bolso sem estropiar, têm papel decente. E, acima de tudo, são mais baratos que os genéricos vagabundos que a gente vê por aqui.
Sim, baratos.
Claro que não é pra comparar com o preço dos bloquinhos de quitanda, mas com cadernos similares, sai mais em conta, sim.
Por uns anos, minha técnica para comprar Moleskines baratos não era lá essas coisas: em viagens internacionais, tinha que reservar uma parte da mala pra carregar um estoque de cadernos. Não era exatamente a saída mais fácil e, na ponta do lápis, não devia ser a mais barata, mas, por um tempo, serviu.
Faz uns meses que descobri que o Book Depository, que é uma livraria virtual que não cobra taxa de entrega pro Brasil, também vendia Moleskines. Melhor ainda: Moleskines com descontos (que variam de 20% a 35%, dependendo da época). Tem de todo tipo: de caderninhos de bolso a cadernos de aquarela A3. Tem também uns especiais, como os cadernos-envelope e as agendas de Star Wars.
É uma maravilha. Você pede e, uns 10 a 20 dias depois, começam a chegar na sua casa caixinhas e envelopes com os cadernos dentro, isso porque o Book Depository geralmente faz várias remessas pra dar conta da logística.
Ou seja: o mesmo preço de comprar em viagem (ou até menos), e sem ter que sair de casa ou carregar peso na mala.
PS: o Book Depository claramente pode ser um ótimo local para comprar livros também, mas eles não dão tantos descontos quanto outras lojas, então eventualmente a compra pode sair mais cara lá do que numa Amazon da vida.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
terça-feira, 10 de abril de 2012
Seja lá o que você queira...
A primeira vez que eu ouvi falar do Derek Sivers foi quando assisti ao seu TED Talk, uns anos atrás.
Veja bem: eu já tinha visto um bom punhado de TED Talks, e acabei vendo outro punhado desde então. Mesmo assim, a palestra dele segue sendo a minha favorita. Ela dura apenas cinco minutos, é direta, fala de um tema muito contemporâneo e inverte a lógica natural do nosso pensamento. Acho genial. Mesmo.
Aí umas semanas atrás eu tava andando por aí e vi que o mesmo Derek Sivers tinha lançado um livro: Anything you want. O resumo dizia que o livro ia falar sobre a empresa que ele fundou, a CD Baby, uma distribuidora de CDs independentes, e falar um pouco de negócios. Podia ser uma cilada. Mas era o Derek Sivers, o mesmo cara do melhor TED Talk de todos os tempos, e tava barato. Eu tinha que dar uma chance.
Pois é.
Anything you want é bem legal.
Naquelas: se você acha que um bom livro é só uma novela latino-americana ou uma antologia de poemas russos, não vai ser a sua praia. É um livro de negócios. Sobre um cara que transformou um hobby em um negócio de uma forma bacana, e esse negócio se tornou uma imensa loja de CDs independentes.
O livro não tem clichês do mundo dos negócios. Não tem gráficos de pizza. Tem poucos números. Tem algumas fórmulas mágicas, mas elas são bem razoáveis e decentes. É curtinho.
Deu vontade de compartilhar, porque eu vejo muita gente boa aí tentando vender seu trabalho bacana de uma forma velha e quadrada. São escritores, quadrinistas, músicos, artistas em geral, e mais cozinheiros, doceiros... Muita gente muito criativa na hora de produzir suas obras, e muito, muito, muito careta na hora de pôr à venda. Acho que todo mundo conhece gente assim: na hora de criar, é um Pollock, um Joyce; quando vai ao mercado, veste as roupas de um vendedor de enciclopédia.
O livro do Sivers não dá um único caminho, mas mostra que você pode achar a sua forma de vender alguma coisa. Pode ser inspirador, pode servir.
Se ajudar alguém, tá ótimo pra mim.
Veja bem: eu já tinha visto um bom punhado de TED Talks, e acabei vendo outro punhado desde então. Mesmo assim, a palestra dele segue sendo a minha favorita. Ela dura apenas cinco minutos, é direta, fala de um tema muito contemporâneo e inverte a lógica natural do nosso pensamento. Acho genial. Mesmo.
Aí umas semanas atrás eu tava andando por aí e vi que o mesmo Derek Sivers tinha lançado um livro: Anything you want. O resumo dizia que o livro ia falar sobre a empresa que ele fundou, a CD Baby, uma distribuidora de CDs independentes, e falar um pouco de negócios. Podia ser uma cilada. Mas era o Derek Sivers, o mesmo cara do melhor TED Talk de todos os tempos, e tava barato. Eu tinha que dar uma chance.
Pois é.
Anything you want é bem legal.
Naquelas: se você acha que um bom livro é só uma novela latino-americana ou uma antologia de poemas russos, não vai ser a sua praia. É um livro de negócios. Sobre um cara que transformou um hobby em um negócio de uma forma bacana, e esse negócio se tornou uma imensa loja de CDs independentes.
O livro não tem clichês do mundo dos negócios. Não tem gráficos de pizza. Tem poucos números. Tem algumas fórmulas mágicas, mas elas são bem razoáveis e decentes. É curtinho.
Deu vontade de compartilhar, porque eu vejo muita gente boa aí tentando vender seu trabalho bacana de uma forma velha e quadrada. São escritores, quadrinistas, músicos, artistas em geral, e mais cozinheiros, doceiros... Muita gente muito criativa na hora de produzir suas obras, e muito, muito, muito careta na hora de pôr à venda. Acho que todo mundo conhece gente assim: na hora de criar, é um Pollock, um Joyce; quando vai ao mercado, veste as roupas de um vendedor de enciclopédia.
O livro do Sivers não dá um único caminho, mas mostra que você pode achar a sua forma de vender alguma coisa. Pode ser inspirador, pode servir.
Se ajudar alguém, tá ótimo pra mim.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Chupa, Picasso
Um desenho bem simples pra pôr numas molduras velhas, foi o que me pediram. Pra decorar casa mesmo.
Me sentindo um arremedo de renascentista, me pus ao trabalho e me saí com esses dois vasos de flores, naturezas mortas de nanquim escolar e caneta Magic-Color (essas pequenas maravilhas) sobre papel Canson.
O pagamento é em algo que vale mais do que dinheiro: um suprimento perpétuo de queijo de Minas e goiabada. Pra fazer Romeu e Julieta.
Pode falar mal, pode não gostar, pode dizer que é comercial: o queijo é meu, a goiabada é minha.
Me sentindo um arremedo de renascentista, me pus ao trabalho e me saí com esses dois vasos de flores, naturezas mortas de nanquim escolar e caneta Magic-Color (essas pequenas maravilhas) sobre papel Canson.
O pagamento é em algo que vale mais do que dinheiro: um suprimento perpétuo de queijo de Minas e goiabada. Pra fazer Romeu e Julieta.
Pode falar mal, pode não gostar, pode dizer que é comercial: o queijo é meu, a goiabada é minha.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
"As Gas Costs Soar, Buyers Are Flocking to Small Cars"

Olhe bem pra manchete do New York Times de hoje: "As Gas Costs Soar, Buyers Are Flocking to Small Cars". Ela é histórica: nossos amigos norte-americanos estão deixando de lado os poluidores SUV e as picapes de lado, optando pelos compactos.
Em abril, um a cada cinco carros vendidos na América foram compactos ou subcompactos. "Quase uma década atrás, no pico dos veículos utilitários esportivos, só um em cada oito eram compactos", diz o texto de Bill Vlasic.
Os motivos apontados seriam econômicos: o aumento do preço do galão. Nãoparece ser uma onda de conscientização a respeito da mudança climática global, aspecto que a reportagem mal tangencia. Mas não é nada desprezível.
"É fácil a mais dramática alteração de segmentos do mercado que testemunhei em meus 31 anos aqui", disse ao Times George Pipas, analista-chefe de vendas da Ford.
Michael Jackson, executivo-chefe da AutoNation, maior varejista de automóveis de lá, é taxativo:
"A era das SUVs grandes com base de caminhão acabou."
Alguns impactos da mudança de hábito já pipocam aqui e ali. Os californianos já compraram 4% menos de gasolina em janeiro deste ano do que em um ano atrás.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
"America Online, Yahoo!, Excite, Netscape, GeoCities, AltaVista, @Home, and Prodigy"
"We established long-term relationships with many important strategic partners, including America Online, Yahoo!, Excite, Netscape, GeoCities, AltaVista, @Home, and Prodigy."
"We are planning to add music to our product offering, and over time we
believe that other products may be prudent investments."
"However, as we’ve long said, online bookselling, and online commerce in general, should prove to be a very large market, and it’s likely that a number of companies will see significant benefit."
Jeff Bezos, na carta aos acionistas da Amazon.com, em 1997.
Para mostrar a evolução da então apenas uma livraria virtual, o fundador da livraria anexou o velho documento à carta deste ano, que celebra, sem dar números, o sucesso do Kindle.
"We are planning to add music to our product offering, and over time we
believe that other products may be prudent investments."
"However, as we’ve long said, online bookselling, and online commerce in general, should prove to be a very large market, and it’s likely that a number of companies will see significant benefit."
Jeff Bezos, na carta aos acionistas da Amazon.com, em 1997.
Para mostrar a evolução da então apenas uma livraria virtual, o fundador da livraria anexou o velho documento à carta deste ano, que celebra, sem dar números, o sucesso do Kindle.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Coisas que estão acontecendo
Nos últimos dias:
* Quatro pessoas me disseram que ligaram o computador à sua TV. Uma delas assiste a vídeos do Youtube, um depois do outro. Mó tendência.
* Vi na Rebouças uma moça com uma sacolinha de compras do Zaffari de São Paulo. O gaúcho Ricardo Freire (assim até parece que estou escrevendo pra Zero Hora) foi lá e fez um belo relato pro Guia do Estadão. Já eu acho muito louco que alguém vá a um Zaffari em São Paulo. Parece que um amálgama de realidades paralelas. É meio como ir à Estátua da Liberdade de Paris.
* Li o Mais ou menos normal, da Cintia. Esse se passa em Porto Alegre, e as descrições da ficção de materializam em lugares bem reais na minha cabeça. Merece um post maior mais adiante, já podem ir lendo.
* As coisas estão corridas, até porque a vida normal se uniu a uma série de coisas que tenho /tive que produzir / criar / escrever. De quebra, ainda está rolando a Semana de Criação, cujas palestras são na Fecomércio, no outro extremo da cidade. O táxi sai tão caro e o trânsito está tão ruim que, olhando pro céu, fico pensando se financeiramente não compensa alugar um helicóptero.
* Quatro pessoas me disseram que ligaram o computador à sua TV. Uma delas assiste a vídeos do Youtube, um depois do outro. Mó tendência.
* Vi na Rebouças uma moça com uma sacolinha de compras do Zaffari de São Paulo. O gaúcho Ricardo Freire (assim até parece que estou escrevendo pra Zero Hora) foi lá e fez um belo relato pro Guia do Estadão. Já eu acho muito louco que alguém vá a um Zaffari em São Paulo. Parece que um amálgama de realidades paralelas. É meio como ir à Estátua da Liberdade de Paris.
* Li o Mais ou menos normal, da Cintia. Esse se passa em Porto Alegre, e as descrições da ficção de materializam em lugares bem reais na minha cabeça. Merece um post maior mais adiante, já podem ir lendo.
* As coisas estão corridas, até porque a vida normal se uniu a uma série de coisas que tenho /tive que produzir / criar / escrever. De quebra, ainda está rolando a Semana de Criação, cujas palestras são na Fecomércio, no outro extremo da cidade. O táxi sai tão caro e o trânsito está tão ruim que, olhando pro céu, fico pensando se financeiramente não compensa alugar um helicóptero.
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Quase lá, Saraiva
Há alguns dias, comentei aqui que recebi um e-mail da Saraiva que me dava acesso ao download gratuito do filme Poder além da vida.
Mais interessado no processo que no filme em si, tentei baixá-lo. Falei isso aqui e tive alguns retornos de uns leitores que tinham passado pela mesma experiência -- e fracassado.
No Carnaval, resolvi tentar de novo. O arquivo de 1,3 gigabytes começou a ser baixado ontem, mas o troço demora. A velocidade ficou o tempo todo em torno de 20 kbps -- a banda lenta aqui de casa passava dos 60 kbps ontem.
O resultado é que, pela primeira vez, consegui pelo menos baixar o vídeo até o fim. É um ponto positivo do sistema e um lucro pra Saraiva, já que, no começo, nem conseguia garantir acesso ao site.
Também há outro motivo pra comemorar: o sistema de direitos autorais funciona. Eu tinha até ontem para ver o filme. Era o prazo estipulado. Hoje, já não consigo rodá-lo aqui.
Parece claro que a Saraiva está disposta a ter um sistema de locação online e testou o novo negócio. A primeira tentativa decepcionou um pouco, talvez até por subdimensionar o projeto. Pra uma marca que está sendo reconstruída, pode ser um problema grave, afinal, abalou a confiança de boa parte de seu mailing de clientes. Mas, como ponto positivo, dá para dizer que, pelo menos, a reação aos problemas foi rápida.
Mais interessado no processo que no filme em si, tentei baixá-lo. Falei isso aqui e tive alguns retornos de uns leitores que tinham passado pela mesma experiência -- e fracassado.
No Carnaval, resolvi tentar de novo. O arquivo de 1,3 gigabytes começou a ser baixado ontem, mas o troço demora. A velocidade ficou o tempo todo em torno de 20 kbps -- a banda lenta aqui de casa passava dos 60 kbps ontem.
O resultado é que, pela primeira vez, consegui pelo menos baixar o vídeo até o fim. É um ponto positivo do sistema e um lucro pra Saraiva, já que, no começo, nem conseguia garantir acesso ao site.
Também há outro motivo pra comemorar: o sistema de direitos autorais funciona. Eu tinha até ontem para ver o filme. Era o prazo estipulado. Hoje, já não consigo rodá-lo aqui.
Parece claro que a Saraiva está disposta a ter um sistema de locação online e testou o novo negócio. A primeira tentativa decepcionou um pouco, talvez até por subdimensionar o projeto. Pra uma marca que está sendo reconstruída, pode ser um problema grave, afinal, abalou a confiança de boa parte de seu mailing de clientes. Mas, como ponto positivo, dá para dizer que, pelo menos, a reação aos problemas foi rápida.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Download de filme grátis
Recebi um e-mail da Saraiva nesta madrugada. Nele, havia a proposta para que eu baixasse de graça ao filme Poder além da vida. A mensagem me remetia a um link que, enquanto escrevo, está fora do ar. E dizia que tenho até 5 de fevereiro para vê-lo -- depois disso, os direitos expiram.
É uma nítida experiência de locação pela internet. Hmmm...
Tentem vocês também. Se funcionar comigo, depois eu conto como foi.
É uma nítida experiência de locação pela internet. Hmmm...
Tentem vocês também. Se funcionar comigo, depois eu conto como foi.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
O trem e o cinema
Quando eu conto que andei de trem pela Europa nos últimos dias, uma das reações mais comuns no Brasil é falar sobre a impressionante (sic) honestidade dos europeus, que pagam a passagem correta sabendo que, muitas vezes, em muitos trechos, não haverá conferência. E é fato: na linha do Thalys entre Amsterdã e Paris, nossos bilhetes foram checados logo na saída e um pouco antes da chegada. Dava pra viajar na boa entre Bruxelas e toda a Antuérpia sem pagar nada.
Sem se dar conta, a gente fala como se isso fosse coisa de outro mundo, o que é um pouco surreal e um tanto revelador sobre o país em que vivemos.
E sempre vem o comentário arrebatador: dizem que um sistema tão livre jamais funcionaria aqui. O que, convenhamos, é verdade. Nossa tendência, porém, é creditar a culpa ao pobre coitado que passa por baixo da roleta do ônibus, e não àqueles que estão mais próximos de nós e que usam carteirinha de estudante falsificada (e por favor notem que me refiro apenas às falsas).
Sei que arregimento pequenas hordas de detratores a cada vez que toco nesse assunto. Sei que sôo antipático. Mas é um fato: por que esperar que gente com bom salário pague uma passagem de ônibus se não paga sequer a outra metade do ingresso do Cinemark? A lógica, me desculpem os pilantras, é a mesma. E quem paga mais caro pra ver um filme sou eu e o pequeno punhado de gente que acha que vive num país que merece ter solução.
Sem se dar conta, a gente fala como se isso fosse coisa de outro mundo, o que é um pouco surreal e um tanto revelador sobre o país em que vivemos.
E sempre vem o comentário arrebatador: dizem que um sistema tão livre jamais funcionaria aqui. O que, convenhamos, é verdade. Nossa tendência, porém, é creditar a culpa ao pobre coitado que passa por baixo da roleta do ônibus, e não àqueles que estão mais próximos de nós e que usam carteirinha de estudante falsificada (e por favor notem que me refiro apenas às falsas).
Sei que arregimento pequenas hordas de detratores a cada vez que toco nesse assunto. Sei que sôo antipático. Mas é um fato: por que esperar que gente com bom salário pague uma passagem de ônibus se não paga sequer a outra metade do ingresso do Cinemark? A lógica, me desculpem os pilantras, é a mesma. E quem paga mais caro pra ver um filme sou eu e o pequeno punhado de gente que acha que vive num país que merece ter solução.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Innocent 100% reciclada
A Innocent acaba de lançar a primeira garrafa de plástico 100% reciclado (e 100% reciclável) do mundo. Por enquanto, são quatro sucos vendidos na embalagem, que é completamente revolucionária. Mas, ano que vem, todos os produtos da empresa inglesa sairão da fábrica nessas garrafinhas.
Depois o povo olha estranho quando eu digo que Innocent é a marca mais foda que surgiu nos últimos anos.
Depois o povo olha estranho quando eu digo que Innocent é a marca mais foda que surgiu nos últimos anos.
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domingo, 23 de setembro de 2007
Saraiva x B2W no e-bit
Tem um cheiro de chip queimado na internet brasileira. Que eu saiba, ninguém ainda se deu ao trabalho de inclinar o corpo pra ver se a CPU tá queimada. Mas que tem cheiro, tem: tá aqui, no site e-bit, em que consumidores que compram na internet podem avaliar os serviços prestados pelas empresas e, com isso, concorrer a prêmios.
Acontece que, depois da monstruosa fusão entre Americanas e Submarino, os dois sites acabaram sendo desbancados no ranking de mais avaliados pela Saraiva, até então um player de segundo escalão. Numericamente, isso quer dizer que tem mais gente avaliando a Saraiva do que as duas marcas da B2W.
O lance fica mais grave quando a gente se dá conta que a amplitude de categorias coberta pela B2W é consideravelmente maior que eletrônicos, audiovisuais e livros da rede de livrarias.
Há várias explicações para isso, que podem incluir até mesmo a localização do banner que leva ao e-bit na página. Como a Saraiva faz mais ofertas, talvez atraia consumidores com um perfil mais promocional, provocando conseqüentemente mais avaliações por conta dos sorteios.
Mas suspeito que não seja por aí. A Saraiva vem fazendo um belíssimo trabalho tanto na internet quanto nas lojas físicas: o site tem bons preços (o que, na internet, faz uma baita diferença), o programa de fidelidade é imbatível, os vendedores andam tão afiados que parecem ser da Cultura, há um sortimento razoável de livros importados a bons preços e por aí vai.
Enquanto isso, olhando ao meu redor, vi muita gente, de clientes fiéis a fornecedores e parceiros, se sentirem frustrados com o Submarino. A variedade caiu e os preços ficaram menos competitivos. Eu mesmo tentei comprar um livro recém-lançado que não estava esgotado, mas, depois de falharem na entrega no prazo, me mandaram um e-mail dizendo que o livro estava fora de catálogo.
Na internet mesmo, o comportamento do consumidor mudou em relação aos sites. Basta navegar em fóruns e blogs para perceber que Saraiva passou a ser sempre considerada como uma boa opção.
Ainda não saiu matéria sobre isso, mas acho que alguém aí podia se prontificar a dar uma olhada no que está acontecendo. Em havendo interesse, sugiro que o amigo jornalista comece por aqui: o relatório para investidores do último trimestre não fala quase nada dos sites em si, focando mais na aquisição da marca Blockbuster e nos produtos financeiros, que é a real galinha dos ovos de ouro do varejo nacional, como as Casas Bahia já nos ensinaram.
Acontece que, depois da monstruosa fusão entre Americanas e Submarino, os dois sites acabaram sendo desbancados no ranking de mais avaliados pela Saraiva, até então um player de segundo escalão. Numericamente, isso quer dizer que tem mais gente avaliando a Saraiva do que as duas marcas da B2W.
O lance fica mais grave quando a gente se dá conta que a amplitude de categorias coberta pela B2W é consideravelmente maior que eletrônicos, audiovisuais e livros da rede de livrarias.
Há várias explicações para isso, que podem incluir até mesmo a localização do banner que leva ao e-bit na página. Como a Saraiva faz mais ofertas, talvez atraia consumidores com um perfil mais promocional, provocando conseqüentemente mais avaliações por conta dos sorteios.
Mas suspeito que não seja por aí. A Saraiva vem fazendo um belíssimo trabalho tanto na internet quanto nas lojas físicas: o site tem bons preços (o que, na internet, faz uma baita diferença), o programa de fidelidade é imbatível, os vendedores andam tão afiados que parecem ser da Cultura, há um sortimento razoável de livros importados a bons preços e por aí vai.
Enquanto isso, olhando ao meu redor, vi muita gente, de clientes fiéis a fornecedores e parceiros, se sentirem frustrados com o Submarino. A variedade caiu e os preços ficaram menos competitivos. Eu mesmo tentei comprar um livro recém-lançado que não estava esgotado, mas, depois de falharem na entrega no prazo, me mandaram um e-mail dizendo que o livro estava fora de catálogo.
Na internet mesmo, o comportamento do consumidor mudou em relação aos sites. Basta navegar em fóruns e blogs para perceber que Saraiva passou a ser sempre considerada como uma boa opção.
Ainda não saiu matéria sobre isso, mas acho que alguém aí podia se prontificar a dar uma olhada no que está acontecendo. Em havendo interesse, sugiro que o amigo jornalista comece por aqui: o relatório para investidores do último trimestre não fala quase nada dos sites em si, focando mais na aquisição da marca Blockbuster e nos produtos financeiros, que é a real galinha dos ovos de ouro do varejo nacional, como as Casas Bahia já nos ensinaram.
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