A empresa de trem de São Paulo, a CPTM, costuma usar os finais de semana para reformar seus trens. Já faz uns meses que está assim, desde que rolaram umas panes bizarras uns meses atrás. Isso não quer dizer que o serviço tenha melhorado incrivelmente. Até acho que as panes diminuíram, mas a lotação nos horários de pico ainda é desumana. Além do mais, tudo indica que a empresa estaria envolvida no tal do Trensalão.
Uma das coisas que mais me incomoda nessa função dos finais de semana é que a CPTM é incapaz de avisar direito o que está acontecendo. Volta e meia você descobre que tem um problema quando já está dentro do trem. Muitas vezes, era algo que um cartaz simples antes das catracas resolveria. Já sugeri. Adiantou? Não.
Hoje mandei uma reclamação formal pra ouvidoria da CPTM. Vou deixar registrada aqui. Só pra vocês saberem: esse CAPS LOCK é loucura do próprio site da CPTM. Minha solidariedade aos pobres funcionários que precisam ler mensagens assim.
Protocolo número: 2014/001515
Data: 19/01/2014
OLÁ,
HOJE, CIENTE DE QUE O TREM DA ESTAÇÃO MORUMBI ATÉ PINHEIROS ESTARIA COM CIRCULAÇÃO ALTERADA ATÉ AS 14H, FUI ÀS 15H (OU SEJA: JÁ CONTANDO COM A INCOMPETÊNCIA USUAL, FUI UMA HORA DEPOIS) PRA ESTAÇÃO MORUMBI. CHEGUEI LÁ, CONFERI SE HAVIA ALGUM OUTRO AVISO E NADA. PASSEI PELA CATRACA (PAGUEI, PORTANTO) E SÓ AO EMBARCAR NO TREM DESCOBRI QUE TERIA QUE PEGAR O ONIBUS DO PAESE.
EU ESTAVA COM O TEMPO RAZOAVELMENTE CONTADO (PORQUE, AFINAL, NUNCA DÁ PRA CONTAR 100% COM A CPTM, ESPECIALMENTE AOS DOMINGOS). PEGAR O ÔNIBUS, ALÉM DE SER MAIS DEMORADO, É UMA CHATICE.
ENTÃO MINHA QUESTÃO É SIMPLES. NÃO QUERO SABER DE TRENS SUPERFATURADOS. NÃO QUERO FALAR SOBRE OS TRENS LOTADOS QUE HUMILHAM DIARIAMENTE OS TRABALHADORES DE SÃO PAULO. NÃO QUERO FALAR NEM MESMO DOS FUNCIONÁRIOS DA CPTM QUE TENTARAM ME ACALMAR DIZENDO QUE A MANUTENÇÃO TINHA SIDO AVISADA E QUE ERA MINHA OBRIGAÇÃO ME INFORMAR - E TINHA SIDO AVISADA, MAS TINHA SIDO AVISADO TAMBÉM QUE A MANUTENÇÃO ACABARIA UMA HORA MAIS CEDO, E EU ME PROGRAMEI A PARTIR DESSA INFORMAÇÃO.
EU SÓ QUERO SUGERIR - MAIS UMA VEZ - QUE VOCÊS PONHAM CARTAZES DO LADO DE FORA DA ESTAÇÃO DIZENDO QUAIS AS CONDIÇÕES DO SERVIÇO. DIZENDO SE TÁ COM REFORMA, COM PAESE, COM DEMORA, COM INUNDAÇÃO, SEI LÁ, TODAS ESSAS COISAS A QUE O SERVIÇO DE TRENS É SUJEITO. AFINAL, OS TRENS PODEM DAR PROBLEMA, É NATURAL, FAZ PARTE. MAS DEIXAR PRA INFORMAR O USUÁRIO QUANDO ELE JÁ ESTÁ DENTRO DO VAGÃO É UMA VERGONHA.
PARA FAZER UM SERVIÇO ASSIM, TUDO QUE A CPTM PRECISA É: 1) QUE VOCÊS SE COMUNIQUEM - E ISSO É UM PROBLEMA DE VOCÊS, FALEM COM A COMUNICAÇÃO, COM O PRESIDENTE, SEI LÁ; 2) UM QUADRO BRANCO E UMA CANETA, NO QUAL UM FUNCIONÁRIO VAI ESCREVER AS CONDIÇÕES DO TREM.
NÃO ESTOU NEM FALANDO QUE, NUM DIA COM MANUTENÇÃO PROGRAMADA, DEVERIA HAVER UM PLANTÃO DA COMUNICAÇÃO DA CPTM AVISANDO O PÚBLICO DA SITUAÇÃO PELO SITE E PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, PORQUE ISSO É MEIO ÓBVIO, MAS DEVE SER COMPLICADO. SÓ ESTOU PEDINDO UM QUADRO E UMA CANETA POR ESTAÇÃO.
SE NÃO FOR PEDIR MUITO, FUTURAMENTE VOCÊS PODERIA CRIAR UM SISTEMA INFORMANDO A CONDIÇÃO DE TODAS AS LINHAS DO SISTEMA, INCLUSIVE O METRÔ.
OBRIGADO,
E.
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domingo, 19 de janeiro de 2014
terça-feira, 26 de julho de 2011
“Cinco anos hoje, obrigado pela companhia”
Hoje faz cinco anos que eu entrei no Twitter. Data redonda. Jornalistas aprendem a gostar dessas coisas. Meu primeiro impulso é típico de alguém que não gosta de comemorar aniversário: dar uma de blasé e resumir tudo em um único tuíte. Algo como “Cinco anos hoje, obrigado pela companhia”. Mas não vou fazer isso. Porque comecei a fuçar, a lembrar de algumas coisas, a encontrar fragmentos perdidos no Gmail. Acabei achando que valeria a pena escrever essa história. É um tema que uma ou outra pessoa vem pedindo pra eu falar sobre. E, mesmo que pouca gente vá se interessar em ler tudo isto, organizar esses cinco anos é algo que eu estava devendo pra mim mesmo.
A primeira ideia que eu queria derrubar é a de que há algum tipo de pioneirismo em eu ter entrado no Twitter nos primórdios. Na época, eu tinha mania de entrar em qualquer rede social que aparecia pela frente, sem nenhum critério. Eu, como todo mundo, tinha tentado entrar no Facebook quando ele era fechado só para estudantes (não deu). Até hoje minha caixa de spam paga por isso, e provavelmente a de alguns amigos também (então aproveito para, constrangido, pedir desculpas).
Há exatos cinco anos, eu estava lendo a Wired sem compromisso e vi uma materinha que falava sobre o Twitter. Fiz o cadastro e entrei. Sem mistério algum. Nessa época, a Wired já fazia parte da minha vida fazia uma década. Nos anos 90, eu tinha até mesmo editado artigos da Wired em português quando era estagiário da revista de economia Amanhã, que comprara os direitos. Portanto, só reforça: não era nada fora do comum ler a Wired. Era o que todo mundo fazia, e faz até hoje.
Ok, o Twitter me chamou atenção por um conjunto de detalhes: era baseado em SMS e celular, um tema que na época eu considerava importantíssimo – e nisso, ao menos, eu estava certo, mas quem não apostava em celulares em 2006? Como todo mundo, eu tinha lido um pouco antes o Smart Mobs, do Howard Rheingold, e estava absolutamente estimulado pelas possibilidades da mobilidade. Na minha cabeça, o Twitter poderia ser o meu tão sonhado MoSoSo (desculpa pelo link, se eu explicar tudo só acabo amanhã) entre várias operadoras de celular – papel que acabou com Foursquare.
Quando entrei, fiquei tão entusiasmado que, na mesma noite, mandei esse e-mail aqui pra Giu Tatini, que na época estava começando a cuidar de uma recém criada editoria de Comunidades na Capricho. Pouco tempo depois, a editoria se mostrou uma aposta certeira e bem sucedida da Brenda Fucuta, mas suspeito que tenha sido não só pela inovação, mas também pelo clima altamente estimulante da equipe, que contagiava até quem, como eu, era chamado pra trocar ideias. Reparem no horário, mas também em como eu descrevi o Twitter:
From Eduardo Nasi
To Giuliana Tatini
Date 27 July 2006 01:05
Subject: twttr
Já viu isso?
twttr.com, mezzo blog, mezzo site de relacionamento q funciona online mas tb é abastecido por sms. o mais legal é q aceita torpedos do brasil, sim. não sei se vai pegar, mas se vc ajudar, ajuda. :)
beijoooooooooooooo
e.
Eduardo Nasi
MSN Spaces - spaces.msn.com/eduardonasi/
(Percebam também que, na época, como todo mundo, eu também era entusiasmado com o Messenger da Microsoft, e naquela época migrei meu blog pro Spaces.)
Deixa eu explicar o tal twttr.com. O Twitter era tão próximo do mundo dos celulares que tentava emplacar a abreviação TWTTR – na onda do RAZR, do ROKR, do PEBL (pra mim, até hoje o celular mais bonito que eu já tive). Não colou e logo mudaram, mas foi essa sigla que ficou na agenda do meu celular com um número para o qual eu deveria mandar um SMS para postar no Twitter. Isso porque, na época, você não precisava usar o site. Bastava mandar torpedos. Na prática, você recebia os SMSs de quem você seguia. Tudo SMS internacional (e, no começo, minha operadora não distinguia, ou seja, tava no plano, uma belezura). Era absolutamente simples e delicioso. Na prática, o TWTTR funcionava como um hub de torpedos, e em 2006, primórdios da internet móvel por aqui, os torpedos ainda eram absolutamente sexy e, ao mesmo tempo, já tinham se tornado muito baratos.
Aí as coisas começaram a mudar: a operadora começou a cobrar mais caro, o próprio Twitter cortou o envio de SMS internacional e tudo foi mudando. Aliás: o Twitter que eu considerara revolucionário tinha mudado tanto que não era mais o meu Twitter. Qualquer pretensão de pioneirismo que eu pudesse ter acabou nessa época.
O serviço não se popularizou no país a tempo de criar um senso de comunidade, de pertencimento. Ou seja: não tinha quase ninguém lá, e quem estava não postava com muita frequência ou não era muito próximo de mim. Daquela época, lembro da Flavia Durante, do Hector Lima e de um japonês que foi meu primeiro seguidor, persistente por muitos anos, mas depois de um tempo sumiu. Não tinha celebridades nem Follow Friday.
Além disso, não havia mecanismos eficientes de conversa. Lembro vagamente de receber um e-mail do Biz Stone anunciando funções básicas como o de responder e o de hashtags, e mais vagamente ainda de outro dizendo que algumas pessoas haviam criado o RT.
A essas alturas, sem muitos seguidos e seguidores pra compartilhar, passei a tuitar apenas esporadicamente. Foram dois anos assim, olhando de longe, escrevendo raramente, acompanhando os amigos que iam descobrindo a ferramenta.
Até que cheguei à Campus Party de 2009. Ali eu senti que o Twitter havia amadurecido, e que merecia uma nova atenção, que foi o que fiz: entrei na minha conta no EEEPC e comecei a tuitar. Encontrei um Twitter bem diferente, baseado em site e aplicativos. E já com algumas celebridades. Não era um @aplusk, mas eu sou mais o @stephenfry mesmo. O serviço de SMS tinha sido escanteado – imagine como seria hoje receber um torpedo pra cada atualização da timeline e ficará fácil de entender por que a mudança foi fundamental pro crescimento. Mas os campuseiros estavam animadíssimos, tuitando sem parar. E aí sim: a rede estava pronta pra interferir na cultura global.
Twitter retomado, tinha chegado a hora de pôr em prática a ferramenta.
A experiência mais empolgante nessa época foi com o perfil do site de quadrinhos Universo HQ. O Sidney Gusman, editor do site, havia criado o perfil e usava com relativo sucesso na época para tuitar as notícias logo pela manhã. Era uma forma evidente e fácil de ampliar o número de leitores. Numa entrega de prêmio HQ Mix, experimentei pela primeira vez o livestream, eu com o EEEPC plugado num canto do palco e o Sidão com um celular na plateia. Na prática, ninguém sabia direito quem estava fazendo o quê. O perfil ali começou a ganhar duas coisas que viraram uma marca do @universohq: uma personalidade e um ar de mistério. Uns dias depois, assumi a tarefa de fazer o perfil por uma temporada. Foi um barato para experimentar. Acho que minha maior contribuição ali foi a de dar uma personalidade pro perfil, que na minha cabeça sempre foi uma versão nerd do Puck de Sonhos de uma noite de verão, o que naturalmente teve uma leve mudança quando outros colegas assumiram o papel. O @universohq passou a interagir mais com leitores, a atazanar editoras, a divulgar autores. Esse personagem ficou tão dissociado de mim que, enquanto a diretoria de uma editora brigava comigo por fazer matérias que supostamente comprometiam as vendas de um de seus títulos mais caros, o perfil – ou seja, eu – estimulava os leitores a encontrarem o preço mais baixo do título no varejo, retuitando os resultados e incrementando as vendas do álbum. Eu que não ia abrir a boca.
Depois de uns meses, totalmente sem tempo, tive que abrir mão do @universohq, mas fico feliz que os sucessores tenham não só mantido o anonimato, mas também ampliado a mitologia. Além do mais, as coberturas pelo Twitter do HQ Mix se tornaram uma tradição.
Mas a história que até hoje me surpreende quando eu penso nela é a do meu querido amigo Carpinejar. O Fabro hoje tem mais de 100 mil seguidores, mas não queria entrar no Twitter de jeito nenhum. Na época, ele já tinha o hábito de escrever palavras com cabelos na parte de trás da cabeça, mas seu barbeiro ainda não tinha pegado o jeito. Foi escrever PERIGO. Saiu PFRIGO. A Cinthya, sua namorada, decifrou: PFRIGO quer dizer Poeta Frigo, um pseudônimo. Daí criamos, eu e ela, o @pfrigo. Com foto do Fabro. Adicionamos os amigos dele. Começamos a tuitar frases aleatórias tiradas de seus textos. Tudo a contragosto do Fabro, mas com uma saída: enviamos login e senha para o e-mail dele. Se quisesse, poderia assumir o perfil quando quisesse, e continuar dali. Em poucos dias, @pfrigo tinha se transformado em @Carpinejar. Mais uns meses, tinha se tornado livro, personalidade e tudo o mais.
Enquanto essas coisas rolavam em perfis paralelos, o Twitter ia mudando aos poucos a minha vida. O melhor, sem demagogia, juro, foi a troca com leitores e seguidos. Tive um privilégio por estas bandas: pouca incomodação, muita gente legal, inteligente, divertida. Por causa dessas pessoas, li livros, assisti a filmes, ouvi músicas, fui a shows, a peças de teatro, li sobre o mundo, conheci gente bacana... De verdade: aprendi muito, amadureci um pouco, e agradeço a #todososenvolvidos por isso. :)
Os leitores deste blog talvez digam que nem tudo foi exatamente positivo. Já tivemos fases bastante ativas no passado, mas o espaço acabou largado às moscas, mesmo que eu me culpe constantemente por não escrever mais aqui. Mesmo assim, tenho a impressão de que a concisão compulsória do Twitter tenha me tornado mais zeloso pelo texto: por exemplo, estou demorando demais pra escrever este post. Ou talvez tenha feito eu perder o hábito de escrever textos longos, o que é pior. Vai que os leitores preferem mesmo que eu seja menos prolixo.
Curioso que até pelo jantar de hoje eu devo ao Twitter. A tapioca só foi possível porque reencontrei no Twitter uma velha amiga, e ela me deu a massa de mandioca de presente.
Como eu ia dizendo lá no começo, antes de fazer um tratado tão longo que garantiria zero de leitura até o final, jornalistas gostam de datas redondas. Quando eu vivia disso, o motivo era simples: era uma chance de escrever sobre algo que eu gostava ou sentia que devia, mas não caberia na pauta de outra forma. Se fosse festa, eu não estaria comendo tapioca velha que achei na geladeira. Mas faz cinco anos hoje, e eu queria mesmo agradecer pela companhia.
Obrigado, pessoal.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Sinal dos tempos
Vi hoje, aqui na frente de casa, um Chevette velho, todo estropiado, quase se despedaçando.
Mas ele tinha um GPS.
Mas ele tinha um GPS.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
"America Online, Yahoo!, Excite, Netscape, GeoCities, AltaVista, @Home, and Prodigy"
"We established long-term relationships with many important strategic partners, including America Online, Yahoo!, Excite, Netscape, GeoCities, AltaVista, @Home, and Prodigy."
"We are planning to add music to our product offering, and over time we
believe that other products may be prudent investments."
"However, as we’ve long said, online bookselling, and online commerce in general, should prove to be a very large market, and it’s likely that a number of companies will see significant benefit."
Jeff Bezos, na carta aos acionistas da Amazon.com, em 1997.
Para mostrar a evolução da então apenas uma livraria virtual, o fundador da livraria anexou o velho documento à carta deste ano, que celebra, sem dar números, o sucesso do Kindle.
"We are planning to add music to our product offering, and over time we
believe that other products may be prudent investments."
"However, as we’ve long said, online bookselling, and online commerce in general, should prove to be a very large market, and it’s likely that a number of companies will see significant benefit."
Jeff Bezos, na carta aos acionistas da Amazon.com, em 1997.
Para mostrar a evolução da então apenas uma livraria virtual, o fundador da livraria anexou o velho documento à carta deste ano, que celebra, sem dar números, o sucesso do Kindle.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Novo EEE PC
Vem aí a nova geração do Asus EEE PC, o pequeno e adorável notebook superportátil -- e eu tenho um, então digo isso com alguma propriedade e muita satisfação. Segundo Jack Schofield, jornalista do Guardian, a versão 2 do computadorzinho deve vir com touchscreen e talvez até um GPS.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
É impressão minha ou esses dias de Campus Party serviram pra incrementar a parcela brasileira do Twitter? Tem bastante gente me seguindo.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Imagine (sung to the tune of John Lennon’s “Imagine”)
No seu boletim por Circuits, do New York Times, enviou hoje uma nova versão para Imagine, do John Lennon:
Imagine there’s no Apple,
No products that begin with “i,”
No monthly iPod models,
No Apple stores to get you high.
Imagine all the people
Finding other things to do!
Imagine there’s no bloggers...
It isn’t hard to do!
No viruses or spyware,
No weekly Windows patches, too
Imagine all the people
Learning to get a life...
(You-hoo-hoo!)
Kiss console games goodbye.
No David Pogue or Mossberg
To tell us what to buy.
Imagine all the people
Getting some exercise!
(You-hoo-hoo!)
Imagine there’s no Apple,
No products that begin with “i,”
No monthly iPod models,
No Apple stores to get you high.
Imagine all the people
Finding other things to do!
Imagine there’s no bloggers...
It isn’t hard to do!
No viruses or spyware,
No weekly Windows patches, too
Imagine all the people
Learning to get a life...
(You-hoo-hoo!)
You may say it’d be a nightmareImagine no new cellphones;
Without Google, Mac or Dell
We might have real conversations--
But the world would be dull as hell!
Kiss console games goodbye.
No David Pogue or Mossberg
To tell us what to buy.
Imagine all the people
Getting some exercise!
(You-hoo-hoo!)
You may say that I’m a loony
But rest assured I’m almost done.
I’m pretty sure it’ll never happen
So we nerds can live as one!
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
MacAir
Na boa, vai: usar finura como suposto atributo de inovação em tecnologia é déjà vu desde que a Motorola lançou o Razr.
Melhor sorte na próxima, Steve.
Melhor sorte na próxima, Steve.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Kindle e o mundo mudou de novo
Até eu, que já previa que não encerraríamos 2007 sem um e-reader com apelo de massa, fui surpreendido pelo Kindle, o leitor eletrônico da Amazon. Desta vez, não foi o Steve Jobs, e sim o Jeff Bezos.
O aparelho tem conexão EV-DO, tela fosca, dicionário embutido, Wikipedia online, recebe jornais e revistas, bateria bem razoável, um bom acervo para compras, compatibilidade com arquivos como Word (PDF só se convertido em Mobi, leio, mas parece que isso não é difícil), teclado para anotações, é leve... Não vejo o que mais alguém poderia querer -- ok, que ele fosse um pouquinho mais bonito e tivesse cores.
Mas é isso: se não for o Kindle, será algo muito próximo dele. Eu apostaria em um sistema um pouco mais aberto, como a Creative faz com os MP3 players. Mas, por enquanto, fico torcendo para que lancem algo parecido no Brasil logo em seguida. Até porque quero ver como e-books em massa afetam o hábito de leitura -- acho que essa será a próxima grande discussão.
O aparelho tem conexão EV-DO, tela fosca, dicionário embutido, Wikipedia online, recebe jornais e revistas, bateria bem razoável, um bom acervo para compras, compatibilidade com arquivos como Word (PDF só se convertido em Mobi, leio, mas parece que isso não é difícil), teclado para anotações, é leve... Não vejo o que mais alguém poderia querer -- ok, que ele fosse um pouquinho mais bonito e tivesse cores.
Mas é isso: se não for o Kindle, será algo muito próximo dele. Eu apostaria em um sistema um pouco mais aberto, como a Creative faz com os MP3 players. Mas, por enquanto, fico torcendo para que lancem algo parecido no Brasil logo em seguida. Até porque quero ver como e-books em massa afetam o hábito de leitura -- acho que essa será a próxima grande discussão.
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terça-feira, 2 de outubro de 2007
Phone Home
Não sou muito de repercutir as notícias do Blue Bus, até porque fico com a impressão de que todo mundo já leu. Por isso, não leiam este post como uma notícia, por favor, e sim como um louvor a uma idéia sensacional.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Innocent 100% reciclada
A Innocent acaba de lançar a primeira garrafa de plástico 100% reciclado (e 100% reciclável) do mundo. Por enquanto, são quatro sucos vendidos na embalagem, que é completamente revolucionária. Mas, ano que vem, todos os produtos da empresa inglesa sairão da fábrica nessas garrafinhas.
Depois o povo olha estranho quando eu digo que Innocent é a marca mais foda que surgiu nos últimos anos.
Depois o povo olha estranho quando eu digo que Innocent é a marca mais foda que surgiu nos últimos anos.
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domingo, 12 de agosto de 2007
Google Phone & AdSense
Não vi, mas me contaram: o Google Phone não é um boato. E tudo indica que será lançado no Brasil.
A propósito, o Google cancelou minha conta no AdSense. Não tenho a menor lembrança de que tenha feito algo errado, mas os algoritmos deles juram que fiz. O e-mail deles diz que posso recorrer, mas não estou muito a fim.
E vou soar velho agora, mas enfim: debater com um discurso criado por um conceito ainda está longe de ser uma idéia que eu aceito com naturalidade.
Preparem-se: antes disso, eu já vinha confabulando posts a respeito de Google e privacidade. Serão vários, e muito divertidos.
A propósito, o Google cancelou minha conta no AdSense. Não tenho a menor lembrança de que tenha feito algo errado, mas os algoritmos deles juram que fiz. O e-mail deles diz que posso recorrer, mas não estou muito a fim.
E vou soar velho agora, mas enfim: debater com um discurso criado por um conceito ainda está longe de ser uma idéia que eu aceito com naturalidade.
Preparem-se: antes disso, eu já vinha confabulando posts a respeito de Google e privacidade. Serão vários, e muito divertidos.
terça-feira, 24 de julho de 2007
Pornografia para crianças
Dizem que eu implico com o Lula.
Já disseram mais isso, é verdade: redações e Porto Alegre costumam ser ambientes mais petistas que agências de propaganda e São Paulo.
Mas fato é que eu não implico.
Eu só insisto um pouco quando acho que tenho razão. Inclusive, insistir tem dado certo: geralmente as pessoas acabam percebendo que eu, de fato, tinha razão. E que teriam poupado tempo e, às vezes, até dinheiro, se tivessem me ouvido.
É estatisticamente provável, portanto, que eu esteja certo a respeito do governo Lula. Quando reclamo, é porque acredito que eu estou certo e o Lula, errado.
Se eu implicasse, já teria escrito um post dizendo que o Lula tá a fim de democratizar o acesso das crianças brasileiras à pornografia digital. Isso sim seria implicância.
Já disseram mais isso, é verdade: redações e Porto Alegre costumam ser ambientes mais petistas que agências de propaganda e São Paulo.
Mas fato é que eu não implico.
Eu só insisto um pouco quando acho que tenho razão. Inclusive, insistir tem dado certo: geralmente as pessoas acabam percebendo que eu, de fato, tinha razão. E que teriam poupado tempo e, às vezes, até dinheiro, se tivessem me ouvido.
É estatisticamente provável, portanto, que eu esteja certo a respeito do governo Lula. Quando reclamo, é porque acredito que eu estou certo e o Lula, errado.
Se eu implicasse, já teria escrito um post dizendo que o Lula tá a fim de democratizar o acesso das crianças brasileiras à pornografia digital. Isso sim seria implicância.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
O Culto do Amador
The Cult of the Amateur
, dizem por aí, é o livro que veio detonar com a Cauda Longa. O meu ainda não chegou, mas tenho lido bastante o Andrew Keen por aí, principalmente no seu blog.
Sei lá quem está certo ou errado, mas Keen tem um ponto: a grosso e grosseiro modo, essa cambada de vagabundo que escreve em blogs e posta vídeos do YouTube está fodendo com a cultura.
Mais quando a Amazon entregar meu exemplar.
(Mas tem na Cultura também)
Sei lá quem está certo ou errado, mas Keen tem um ponto: a grosso e grosseiro modo, essa cambada de vagabundo que escreve em blogs e posta vídeos do YouTube está fodendo com a cultura.
Mais quando a Amazon entregar meu exemplar.
(Mas tem na Cultura também)
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domingo, 10 de junho de 2007
O livro (ainda) não acabou -- e o assunto também não
Passada uma semana da publicação, fiquei bem impressionado com o silêncio de Porto Alegre a respeito do artigo que escrevi e saiu semana passada no caderno Cultura, do jornal Zero Hora. Não que eu esperasse iniciar uma longa polêmica, mas não chegou nenhum e-mail dizendo "Li seu artigo, legal, quando que tu aparece por aqui?". Até porque, em tese, o texto dava uma desancada em quem acha que o suporte de papel será eterno e esse tinha sido o tema de capa da edição da semana anterior.
Enfim, é normal. Nessas horas, sempre lembro do Jerônimo Teixeira, hoje na Veja, mas no fim dos anos 90 era editor do caderno. Ele dizia que o leitor do Cultura não se manifesta. Esquisitíssimo, mas é um fato. E olha que o leitor da Zero Hora costuma ser mais participante que a média. Foi no Cultura que saíram alguns dos textos mais legais que fiz na Zero Hora. E foram os menos comentados, também. E lembro também da tal pilha de suplementos culturais que todo mundo guarda pra ler um dia, tema de sempre do Luis Fernando Verissimo.
Aí fui pro Google ver se aparecia algo. Tem: há uma citação, com reprodução do texto inteiro, no blog do sebo A Traça. Ao lado, dá pra ver uns comentários. Mas, pelo jeito, é só isso. E os comentários que chegaram pelo blog.
De qualquer forma, tou arquivando o texto aqui, porque uma hora dessas o clicRBS tira ele do ar.
Enfim, é normal. Nessas horas, sempre lembro do Jerônimo Teixeira, hoje na Veja, mas no fim dos anos 90 era editor do caderno. Ele dizia que o leitor do Cultura não se manifesta. Esquisitíssimo, mas é um fato. E olha que o leitor da Zero Hora costuma ser mais participante que a média. Foi no Cultura que saíram alguns dos textos mais legais que fiz na Zero Hora. E foram os menos comentados, também. E lembro também da tal pilha de suplementos culturais que todo mundo guarda pra ler um dia, tema de sempre do Luis Fernando Verissimo.
Aí fui pro Google ver se aparecia algo. Tem: há uma citação, com reprodução do texto inteiro, no blog do sebo A Traça. Ao lado, dá pra ver uns comentários. Mas, pelo jeito, é só isso. E os comentários que chegaram pelo blog.
De qualquer forma, tou arquivando o texto aqui, porque uma hora dessas o clicRBS tira ele do ar.
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sexta-feira, 8 de junho de 2007
iInnovation
Preguiça, falta de assunto, cérebro clamando por nicotina (nã, nã!), amigos na cidade, enfim, fiquei sem escrever mesmo. Acontece.Mas aí tem a capa da Economist falando da Apple e de inovação. O texto está aqui. O mais importante dessa matéria é afirmar que o iPhone foge do padrão de Steve Jobs. Ele não está criando uma categoria nova, como o Macintosh e o iPod criaram. No máximo, o celular jobiano vai mexer com os aparelhos que já estão no mercado -- e que estavam se tornando coisas muito parecidas com o iPhone.
O que o Steve Jobs fez foi criar um aparelho bem completo -- e que custa a pequena fortuna de R$ 499, caro mesmo para os high ends. Eu acho esquisitíssimo um aparelho desses, tão internético, não ser 3G. A Apple se defende e diz que o wi-fi é tão bom que ninguém vai notar. Anyway, a Apple é cheia dessas esquisitices e limitações (inclusive no iPod), mas seus fãs não reclamam. E ficam furiosos quando a gente comenta.
Aí é aquilo: eles fazem uma campanha dessas, mostrando que o iPod virou uma bostinha perto do iPhone.
sábado, 2 de junho de 2007
O livro (ainda) não acabou
Semana passada, o caderno Cultura, da Zero Hora, publicou uma série de artigos apregoando, de modo geral, que o livro de papel não ia acabar. Como é um tema que estou acompanhando bem de perto, basta ver alguns dos posts abaixo, escrevi um e-mail pro Eduardo Veras pra comentar que eu achava meio forçado garantir a sobrevivência de um suporte que poucas vezes esteve tão ameaçado.
Em resposta, veio um pedido de artigo para ser publicado, e foi o que aconteceu. Na Zero Hora de hoje, lá está: O livro (ainda) não acabou.
Em resposta, veio um pedido de artigo para ser publicado, e foi o que aconteceu. Na Zero Hora de hoje, lá está: O livro (ainda) não acabou.
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terça-feira, 29 de maio de 2007
Mica Naitoh
Mica Naitoh é uma romancista. Escreve folhetins para celular. São as chamadas keitai novels, uma mania japonesa, diz a Economist. O maior sucesso da moça rende 160 mil downloads por dia. E que atinge um público que não lê romances tradicionais.
Quem lê o texto no vídeo não é ela, e sim uma outra moça. Mas dá uma idéia do tom: água com açúcar brega. Historicamente, funciona.
Nem tudo que rola no Japão se adapta para o Brasil. Até porque lá tem mercado para tudo. Mas é interessante ver, nas vésperas da leitura digital começar a ameaçar os livros de papel, o que o Japão anda fazendo.
Os sebos que restauram os livros para vendê-los por 5% do preço das livrarias, também citado na revista inglesa, são outro ponto que chama a atenção. Não dá pra entender como ainda tem gente que não captou que a leitura vai sofrer sua transformação de suporte mais radical nos próximos anos.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Parem as máquinas... para sempre!
O tema da leitura em suportes digitais flexíveis continua pegando fogo. Agora, é a vez da lendária Hearst, que estaria testando uma tela que substitui o jornal impresso (e mais aqui, porque a Amazon naturalmente está de olho no assunto).
É aquilo: os MP3 players mudaram a forma de se ouvir música. Mas, pouco tempo antes de surgirem, ninguém dava muita trela. Vamos ver o que rola com os livros.
Vale lembrar dois casos recentes que podem ajudar a elucidar a situação:
* O blog que disponibiliza a biografia Roberto Carlos em Detalhes pra download bate recordes de acesso. O livro foi retirado de circulação, mas está lá, de graça. Mesmo assim, entrou na lista dos mais vendidos. Ao mesmo tempo, espertinhos vendem-no por uma grana bizarra no Mercado Livre.
* Fãs de quadrinhos já lêem -- na maior parte das vezes, ilegalmente -- títulos baixados na internet. São os scans. No Japão, três rapazes foram presos. Eles lêem, sim, na tela do computador.
É aquilo: os MP3 players mudaram a forma de se ouvir música. Mas, pouco tempo antes de surgirem, ninguém dava muita trela. Vamos ver o que rola com os livros.
Vale lembrar dois casos recentes que podem ajudar a elucidar a situação:
* O blog que disponibiliza a biografia Roberto Carlos em Detalhes pra download bate recordes de acesso. O livro foi retirado de circulação, mas está lá, de graça. Mesmo assim, entrou na lista dos mais vendidos. Ao mesmo tempo, espertinhos vendem-no por uma grana bizarra no Mercado Livre.
* Fãs de quadrinhos já lêem -- na maior parte das vezes, ilegalmente -- títulos baixados na internet. São os scans. No Japão, três rapazes foram presos. Eles lêem, sim, na tela do computador.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Bezos x Jobs
É bom para a Apple que o iPhone caia no gosto e caiba nos bolsos dos consumidores. Não que a tarefa seja simples: a N Series da Nokia está cada vez melhor. E a Motorola anunciou hoje seus Razr2, sua tentativa de ter um sucessinho depois do feio, mas devastador, Razr V3.
Mas é que outro flanco de Steve Jobs acaba de levar uma bordoada. A Amazon anunciou hoje que começa a vender em breve MP3 sem bloqueios nem proteções de direitos autorais. MP3 limpinhos, comuns, que tocam em qualquer lugar, podem ser repassados sem limites, viram CDs etc. Como a Apple, uma empresa supostamente cool, deveria fazer, mas não faz. Seu iTunes - que sequer vende para o Brasil - é todo travado, assim como os bonitinhos e ordinários iPod. Pelo menos uma major, a EMI, está com a loja de Jeff Bezos.
Mas é que outro flanco de Steve Jobs acaba de levar uma bordoada. A Amazon anunciou hoje que começa a vender em breve MP3 sem bloqueios nem proteções de direitos autorais. MP3 limpinhos, comuns, que tocam em qualquer lugar, podem ser repassados sem limites, viram CDs etc. Como a Apple, uma empresa supostamente cool, deveria fazer, mas não faz. Seu iTunes - que sequer vende para o Brasil - é todo travado, assim como os bonitinhos e ordinários iPod. Pelo menos uma major, a EMI, está com a loja de Jeff Bezos.
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