Mostrando postagens com marcador geração pronome. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador geração pronome. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Fatos da idade avançada

Outro dia, andando pela rua, vinham em minha direção três garotas, todas assim From UK, definitivamente jovens. Quando nos cruzamos, ouvi uma frase da conversa:

-- Hoje em dia é raro achar homem que não se depila.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

MySpace vira o iTunes da moçada

O My Space anunciou que vai vender música. O MP3 -- sem DRMs -- deve sair em torno de um dólar.

Mas o site aposta que ser chapa do seu artista favorito não tem preço.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Twitter

É impressão minha ou esses dias de Campus Party serviram pra incrementar a parcela brasileira do Twitter? Tem bastante gente me seguindo.

sábado, 18 de agosto de 2007

VMB 2007

Fui fazer o ritual anual do jabaculê e votar nos amigos que concorrem ao VMB. É algo que faço sempre, e invariavelmente o critério de voto é eu achar que os amigos são bacanas e merecem o voto, mais do que um artista desconhecido qualquer.

E por "amigo", por favor, entendam que isso inclui até os moleques que iam me levar releases na redação e diziam "boa tarde" educadamente. Ou ser amigo de amigo de amigo.

(Nem adianta me xingar: se a MTV quisesse idoneidade na eleição, deveria apelar para outro sistema político. A democracia, como todos sabemos, é falha.)

Fiquei bem surpreso: agora que a MTV não passa mais clipes, não se vota mais em clipes, a não ser na categoria de clipe do ano. O que dá mais ou menos na mesma, porque dificilmente o público votante conseguia distingüir o conceito de "melhor clipe" de "artista com mais fãs".

Os clipes saíram porque foram da TV pro Youtube (ou, supostamente, pro MTV Overdrive). E então o VMB premia o hit internético do ano. Isso é bem comum, mas tem cara de que rende pauta para eventuais interessados.

Mas o que mais me surpreende é a categoria Hit do Ano, em que se escolhe a melhor das sete-melhores: eu poderia jurar que nunca ouvi nenhum deles.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Desconfiômetro ligado, coração tranqüilo



Tá rolando um stress por causa da nova campanha do Estadão, cujo polêmico filme está aí em cima.

Tudo porque, na cabeça dos blogueiros, trata-se de uma campanha anti-blog, em que o jornalão estaria detratando todas as conquistas e vitórias digitais dos últimos anos.

O que, naturalmente, é uma bobagem.

Na minha cabeça, tá mais pra velha história da carapuça que veste bem. A campanha fala evidentemente do 99% de lixo que é a internet. Nem a agência nem o jornal me parecem capazes de acreditar que blogs são feitos por habilidosos macacos copistas.

Fiquei surpreso com o espanto generalizado. Surpreso mesmo, porque eu, com esse meu imenso coração sincero, esperava mais das cabeças digitais pensantes. Parece até que algo ali mexeu com a culpa de quem anda postando bobagem por aí -- e daí o fenômeno foi contaminando os outros.

E digo isso na boa, porque até então eu tava achando a campanha superbacana. Até porque, pra mim, a carapuça serviu: não vejo por que alguém beberia um dos vinhos recomendados na tag etílica aí ao lado. Eu não entendo lhufas de vinho. É óbvio que o caderno Paladar tem muito mais moral pra falar sobre vinhos do que eu.

Mas o jogo viraria, por exemplo, se eu fizesse um blog de quadrinhos. Eu daria um banho no Estadão, e também digo isso na boa, sem querer ofender ninguém. O fato é que, ainda que eu tivesse uma coluna sobre quadrinhos no Estadão, o meu suposto blog seria melhor que a coluna, por conta de tamanho e da maleabilidade de um blog.

O Universo HQ, por exemplo, dá um banho na cobertura de quadrinhos de qualquer jornal do país. E olha que tem uns jornalistas de HQ bons por aí.

Mas, se eu gosto de quadrinhos, o Estadão é um puta jornal para eu me informar sobre política, economia, informática e culinária. Não são assuntos que eu acompanho com voracidade, então, ele supre as minhas necessidades superbem. Verdade seja dita: o Estadão é, de fato, o melhor generalista de informação nacional diária do mercado.

Quando o Estadão mostra o macaco, ele solta um alerta: "Amigo leitor, tome cuidado com o senhor que lê por aí". E vende seu peixe: "Se porventura quiser uma informação mais confiável, eu tenho aqui". Quando separa informação boa da ruim, fica claro que ele conquista uns leitores. Mas, mais que isso, põe uma pulga atrás da orelha do leitor. Liga o desconfiômetro.

E, afinal de contas, ler qualquer coisa com o desconfiômetro ligado é, desde sempre, pré-requisito para a vida civilizada. Algo de que ninguém deveria ter medo.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Pornografia para crianças

Dizem que eu implico com o Lula.

Já disseram mais isso, é verdade: redações e Porto Alegre costumam ser ambientes mais petistas que agências de propaganda e São Paulo.

Mas fato é que eu não implico.

Eu só insisto um pouco quando acho que tenho razão. Inclusive, insistir tem dado certo: geralmente as pessoas acabam percebendo que eu, de fato, tinha razão. E que teriam poupado tempo e, às vezes, até dinheiro, se tivessem me ouvido.

É estatisticamente provável, portanto, que eu esteja certo a respeito do governo Lula. Quando reclamo, é porque acredito que eu estou certo e o Lula, errado.

Se eu implicasse, já teria escrito um post dizendo que o Lula tá a fim de democratizar o acesso das crianças brasileiras à pornografia digital. Isso sim seria implicância.

sábado, 21 de julho de 2007

Pottermania anti-pirataria

Ontem foi impressionante: ao meio-dia, já tinha uns dez adolescentes vestidos como bruxos e assemelhados andando pelo Morumbi Shopping. Trancado numa sala de reuniões até quase a hora da abertura das caixas do novo Harry Potter, não andei muito por aí. Mas suponho que o movimento se repetia em outras livrarias do Brasil.

À noite, pouco antes das oito, havia uma pequena multidão na Saraiva do Morumbi. Gritavam, participavam, festejavam. A abertura das caixas foi festejada verdadeiramente, como uma festa da chegada de uma nova era.

Ninguém parecia se importar com o fato de que o livro já tinha vazado na internet. E que o final estava publicado em incontáveis blogs, mas também em jornais e revistas, ao longo desta semana toda.

Aquela gente queria curtir o ritual: ir às livrarias apropriadamente vestido, participar das festas, mostrar que é fã mesmo, ler o livro de cabo a rabo e curtir até o final.

Não sei se é o que eu faria. Talvez teria dado uma espiadinha nas matérias que falam sobre o final, como, não sendo fã, fiz.

Confesso que não me emocionei com o final, e foi então que caiu a ficha: ler sete volumes até o fim é mais bacana que alguém contar.

A grande lição tirada dessa história toda é que um dos grandes fatores que provocam a pirataria, ao menos a mais amadora, é a mesma que fez com que fãs de Harry Potter fugissem dos spoilers: a paixão pelo que se vai consumir.

A obra de J.K. Rowling é muito mais que um caso brilhante de venda de livros para jovens. É uma aula de como a indústria de cultura pode trabalhar daqui pra frente.

Nesse caso, é bom lembrar o capítulo sobre a importância das fanfics para os jovens fãs de Potter, escrito por Henry Jenkins no cada dia mais obrigatório Convergence Culture. Deixar com que amadores se envolvessem com sua paixão todos os dias foi fundamental para segurar o público ao longo dos anos de longas esperas por novos volumes.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Ganhe dinheiro com seu blog

Um dos dilemas a respeito da pirataria de livros na vindoura (e bem-vinda) era do texto digital é a remuneração dos autores. Eles não são como os músicos, dizem por aí, eles não podem fazer shows. É um fato. Mas podem fazer blogs, certo? Ainda mais se forem bons autores e conseguirem algum reconhecimento.

Outro dia, falei de formas de remuneração para auto-publicação a partir do que o Warren Ellis diz que já rola nos Estados Unidos e na Inglaterra. Hoje, fiquei sabendo de outro modelo.

Deu no Springwise (aqui): a versão sueca do Metro (esse mesmo jornal gratuito que circula em São Paulo) lançou um sistema de blogs em que qualquer um pode se cadastrar e fazer seu blog. Quem fizer mais de 5 mil pageviews por mês ganha 16 euros.

A migração para o blog do Metro é veloz e eficiente. Não duvido que seja um piloto para ser transplantado para outros países -- Brasil inclusive. Com o hype, provavelmente a audiência aumenta. Idem para os lucros. A reação dos demais serviços de blog, e do Blogger do Google inclusive, não deve demorar.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

O Culto do Amador

The Cult of the Amateur, dizem por aí, é o livro que veio detonar com a Cauda Longa. O meu ainda não chegou, mas tenho lido bastante o Andrew Keen por aí, principalmente no seu blog.

Sei lá quem está certo ou errado, mas Keen tem um ponto: a grosso e grosseiro modo, essa cambada de vagabundo que escreve em blogs e posta vídeos do YouTube está fodendo com a cultura.

Mais quando a Amazon entregar meu exemplar.

(Mas tem na Cultura também)

terça-feira, 1 de maio de 2007

Minisodes -- quanto tempo você perdeu?

A Sony resolveu mexer nas gavetas e reeditar episódios das Panteras e outros seriados antigos. Depois da lipoaspiração, os episódios vão caber em seis minutos. São os minisodes.

“Então: nas Panteras, elas vão fazer uma reunião, o Charlie vai passar a missão pelo comunicador, vai ter um punhado de brigas, uma perseguição e então elas pegam o bandido. E então elas voltam pra casa e amarram tudo", disse ao New York Times o presidente da Sony Television, Steve Mosko.

Primeiro, os filmes vão passar dentro do MySpace. Depois, pode rolar uma Minisode Network.

Os minisodes são filhos bastardos do YouTube. Aliás, a inspiração veio do Seven Minutes Sopranos, uma versão reduzida da série de 77 horas da HBO.

Também são um prato cheio para os defensores da Snack Culture, termo brilhante cunhado pela Wired mais importante dos últimos anos (e que é genialmente contestado na mesmíssima edição).

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Desperate Housewives e a lógica das séries

Ontem à noite, com anos de atraso, acabamos de assistir à primeira temporada de Desperate Housewives, série que é volta e meia apontada como uma dessas que valoriza o roteiro e torna a TV norte-americana mais interessante que o cinema de Hollywood (visão que eu acho meio boba: há bons filmes e boas séries cercadas de muito lixo, como é típico de qualquer país do mundo).

Desperate Housewives não escapa à regra de criar uma trama que serve de metáfora para o que seus espectadores estão vivendo. Lost é sobre pessoas que escondem segredos -- e todo mundo esconde alguma coisa. Heroes é sobre um sujeito qualquer ficar especial -- e, na era do YouTube, os 15 minutos de fama dependem apenas de fazer o vídeo certo. (Já escrevi sobre isso num outro artigo, publicado no site Pop Balões.)

Desperate Housewives é sobre os medos que as mulheres de classe média sentem. Mas já falo sobre isso.

O segredo dessas séries parece ser a união entre pesquisa e roteiro na medida certa. A pesquisa chega a um insight devastador sobre o que se passa na cabeça da audiência. O roteiro transforma o insight em um programa que vale a pena ser visto, mas sem ignorar as motivações do público.

Já escrevi por aí minha hipótese de que Lost não perdeu audiência na terceira temporada porque ficou complexa ou porque não resolvia seus mistérios, e sim porque a série começou a mostrar gente sendo punida sem motivo algum. Quando um pecador sofre, o público sabe decodificar o motivo do sofrimento. O castigo divino é basilar na cultura mundial. Quando um herói sofre por uma causa, vira mártir. Quando um sujeito comum é torturado sem motivo algum, esse elo se rompe. E as pessoas começam a ver uma grande injustiça -- e ninguém se planeja para assistir a uma injustiça na quarta às 21h. Injustiças não são um programa imperdível.

Desperate Housewives é baseada em uma segmentação de público. São quatro mulheres de subúrbio, cada uma representando um perfil. Bree é a WASP anal retentiva. Susan Meyer é a bobinha. Lynette é a dona de casa. Gabrielle é a bonitona esperta. A primeira temporada é assim: Edie não está elencada entre as protagonistas, o que, pelo que entendi, muda a partir da segunda.

Edie, dentre as Donas de Casa Desesperadas, é a única que não é uma mulher de verdade, ou seja, não tem uma correspondência na vida real. Fora da TV, a mulher sexy seria a latina Gabrielle. Ser vadia nunca é um perfil, apenas um ponto de vista de um interlocutor. Ninguém se acha vadia. Edie é apenas um dos medos das mulheres -- e em especial da bobinha Susan.

Há outros medos. Bree, WASP e ainda por cima republicana, tem um filho gay, um marido sadomasoquista que é pego com prostitutas e perdeu o controle da situação. Susan tem uma filha mais esperta e madura que ela mesma. Quando encontra o homem perfeito, descobre que ele é assassino e traficante de drogas. Lynette abriu mão da carreira pelos filhos, tem um marido bobo e certinho, mas, por ficar feia, suja e desajeitada, não tem auto-confiança a ponto de acreditar que ele não está com outra. Gabrielle conseguiu subir na vida, mas perde tudo porque o marido fazia falcatruas em sua vida profissional.

Para Desperate Housewives, o grande medo de seu público é descobrir que as pessoas próximas têm uma vida paralela. É natural se a gente pensa nos terroristas de 11 de Setembro, que até o dia 10 eram vizinhos amáveis e bons colegas. O clima de desconfiança norte-americano ajuda, mas funciona até mesmo no Brasil. Não só porque as pessoas traem no escritório, mas porque seu vizinho pode ser um traficante de drogas ou seu colega de aula, de repente, está pegando a garota de quem você está a fim.

O mistério da morte de Mary Alice Young é potencialização máxima disso: um até pouco tempo pacato vizinho que de repente surge com um segredo realmente cabuloso.

Mesmo sem ver a segunda temporada, e sem nenhuma pista sobre ela, eu já diria que um dos fatores que fez com que ela fosse considerada mais fraca é a alteração do jogo de medos. Se, por um lado, a série precisa se renovar, por outro uma mexida substancial é complicada de ser feita quando se acertou o rumo.

sábado, 7 de abril de 2007

YouTube, não TVTube

E, no fim das contas, os vídeos com copyright do Youtube são minoria -- e menos vistos do que aqueles criados pelos próprios usuários.