Quanto pó, hein?
Bem, eu fui até ali, mas já voltei.
Deixem-me aproveitar este post para sugerir que os leitores vejam também minhas resenhas publicadas na atualização desta sexta do Universo HQ: Batman 53, 54, 55 e 56, Grandes Astros: Superman 7, O Estranho Mundo de Jack (tá nas bancas e é um mangazinho bacana pra quem é fã do filme, por sinal), Os Melhores do Mundo 1 e Sete Soldados da Vitória 4.
domingo, 12 de agosto de 2007
domingo, 29 de julho de 2007
O paradoxo da espera do ônibus
Prestes a chegar a 150 mil views no YouTube, O paradoxo da espera do ônibus é um curta desanimado com os desenhos fabulosos do Gabriel Renner.
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sexta-feira, 27 de julho de 2007
Peter Pan: Todos Podemos Voar
Peter Pan: Todos Podemos Voar é um musical infantil grandioso. Acabamos de chegar da estréia e fica até difícil saber por onde se começa a contar.
Pode ser pelo mau-gosto de a Tam, numa hora dessas, aparecer como patrocinador de um espetáculo com um subtítulo desses. Tá lá: letreiros espalhados pelo Credicard Hall, logotipo no material de apoio, coisas simples, mas que se somam à longa lista de erros que a empresa aérea cometeu depois do acidente, por sinal bem elencados pela última Exame.
Mas o fato é que o musical é todo bizarro. Tudo bem: Peter Pan é um sucesso desde sempre e Barrie fazia alterações para agradar o público. Mas eu saí do teatro com a impressão de que as mudanças mais atrapalharam do que ajudaram.
Há alterações no roteiro que prejudicam até mesmo a construção dos personagens. Wendy não tem muito de inocente -- por vezes, se comporta como uma velha encalhada. Sininho também não trai Peter Pan. O papel dos índios ficou deslocado, porque Tiger Lily vira Tigrinha, mas nem de longe se insinua como ameaça a Wendy. Peter não pede palmas para ressuscitar Sininho. E por aí vai.
Acontece que a peça de Barrie dura umas duas horas. E esse musical também. Só que os números musicais ocupam um tempão. Para piorar, na maioria das vezes, soam como canções medonhas tiradas da noveleta argentina Rebeldes. (Há uma exceção belíssima: O Bando dos Meninos Perdidos, de Marcelo D2, um número encantador que chega a compensar as bisonhices.)
Outras opções esquisitas atrapalham o andamento do troço. Cito uma: o Capitão Gancho é nitidamente calcado em Jack Sparrow -- e cria um padrão de comparação inalcançável.
Ao mesmo tempo, esse novo Peter Pan tem um apelo inegável: efeitos visuais inéditos no país, desde uma Sininho traçada a laser até as espetaculares cenas de vôo. Apesar dos pesares, não tem como uma criança não ficar boquiaberta com as alegorias de Peter Pan.
Pode ser pelo mau-gosto de a Tam, numa hora dessas, aparecer como patrocinador de um espetáculo com um subtítulo desses. Tá lá: letreiros espalhados pelo Credicard Hall, logotipo no material de apoio, coisas simples, mas que se somam à longa lista de erros que a empresa aérea cometeu depois do acidente, por sinal bem elencados pela última Exame.
Mas o fato é que o musical é todo bizarro. Tudo bem: Peter Pan é um sucesso desde sempre e Barrie fazia alterações para agradar o público. Mas eu saí do teatro com a impressão de que as mudanças mais atrapalharam do que ajudaram.
Há alterações no roteiro que prejudicam até mesmo a construção dos personagens. Wendy não tem muito de inocente -- por vezes, se comporta como uma velha encalhada. Sininho também não trai Peter Pan. O papel dos índios ficou deslocado, porque Tiger Lily vira Tigrinha, mas nem de longe se insinua como ameaça a Wendy. Peter não pede palmas para ressuscitar Sininho. E por aí vai.
Acontece que a peça de Barrie dura umas duas horas. E esse musical também. Só que os números musicais ocupam um tempão. Para piorar, na maioria das vezes, soam como canções medonhas tiradas da noveleta argentina Rebeldes. (Há uma exceção belíssima: O Bando dos Meninos Perdidos, de Marcelo D2, um número encantador que chega a compensar as bisonhices.)
Outras opções esquisitas atrapalham o andamento do troço. Cito uma: o Capitão Gancho é nitidamente calcado em Jack Sparrow -- e cria um padrão de comparação inalcançável.
Ao mesmo tempo, esse novo Peter Pan tem um apelo inegável: efeitos visuais inéditos no país, desde uma Sininho traçada a laser até as espetaculares cenas de vôo. Apesar dos pesares, não tem como uma criança não ficar boquiaberta com as alegorias de Peter Pan.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Fernanda Chiella via ComicSpace
Essa história é bacana: a quadrinhista brasileira Fernanda Chiella vai publicar HQs roteirizadas e desenhadas por ela nos Estados Unidos. E o contato com a editora foi feito pelo ComicSpace, um Orkut restrito ao pessoal da área.
Não bastasse todo o esquema mirabolante do contato, a HQ parece bem bacana.
A notícia foi dado pelo A Notícia, de Joinville, e foi reproduzida ontem por Zero Hora. Fiz uma materinha pro UHQ em cima desses dados.
Não bastasse todo o esquema mirabolante do contato, a HQ parece bem bacana.
A notícia foi dado pelo A Notícia, de Joinville, e foi reproduzida ontem por Zero Hora. Fiz uma materinha pro UHQ em cima desses dados.
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terça-feira, 24 de julho de 2007
Pornografia para crianças
Dizem que eu implico com o Lula.
Já disseram mais isso, é verdade: redações e Porto Alegre costumam ser ambientes mais petistas que agências de propaganda e São Paulo.
Mas fato é que eu não implico.
Eu só insisto um pouco quando acho que tenho razão. Inclusive, insistir tem dado certo: geralmente as pessoas acabam percebendo que eu, de fato, tinha razão. E que teriam poupado tempo e, às vezes, até dinheiro, se tivessem me ouvido.
É estatisticamente provável, portanto, que eu esteja certo a respeito do governo Lula. Quando reclamo, é porque acredito que eu estou certo e o Lula, errado.
Se eu implicasse, já teria escrito um post dizendo que o Lula tá a fim de democratizar o acesso das crianças brasileiras à pornografia digital. Isso sim seria implicância.
Já disseram mais isso, é verdade: redações e Porto Alegre costumam ser ambientes mais petistas que agências de propaganda e São Paulo.
Mas fato é que eu não implico.
Eu só insisto um pouco quando acho que tenho razão. Inclusive, insistir tem dado certo: geralmente as pessoas acabam percebendo que eu, de fato, tinha razão. E que teriam poupado tempo e, às vezes, até dinheiro, se tivessem me ouvido.
É estatisticamente provável, portanto, que eu esteja certo a respeito do governo Lula. Quando reclamo, é porque acredito que eu estou certo e o Lula, errado.
Se eu implicasse, já teria escrito um post dizendo que o Lula tá a fim de democratizar o acesso das crianças brasileiras à pornografia digital. Isso sim seria implicância.
domingo, 22 de julho de 2007
CQD
Como queríamos demonstrar: o paulistano paga pra ver.
sábado, 21 de julho de 2007
Pottermania anti-pirataria
Ontem foi impressionante: ao meio-dia, já tinha uns dez adolescentes vestidos como bruxos e assemelhados andando pelo Morumbi Shopping. Trancado numa sala de reuniões até quase a hora da abertura das caixas do novo Harry Potter, não andei muito por aí. Mas suponho que o movimento se repetia em outras livrarias do Brasil.
À noite, pouco antes das oito, havia uma pequena multidão na Saraiva do Morumbi. Gritavam, participavam, festejavam. A abertura das caixas foi festejada verdadeiramente, como uma festa da chegada de uma nova era.
Ninguém parecia se importar com o fato de que o livro já tinha vazado na internet. E que o final estava publicado em incontáveis blogs, mas também em jornais e revistas, ao longo desta semana toda.
Aquela gente queria curtir o ritual: ir às livrarias apropriadamente vestido, participar das festas, mostrar que é fã mesmo, ler o livro de cabo a rabo e curtir até o final.
Não sei se é o que eu faria. Talvez teria dado uma espiadinha nas matérias que falam sobre o final, como, não sendo fã, fiz.
Confesso que não me emocionei com o final, e foi então que caiu a ficha: ler sete volumes até o fim é mais bacana que alguém contar.
A grande lição tirada dessa história toda é que um dos grandes fatores que provocam a pirataria, ao menos a mais amadora, é a mesma que fez com que fãs de Harry Potter fugissem dos spoilers: a paixão pelo que se vai consumir.
A obra de J.K. Rowling é muito mais que um caso brilhante de venda de livros para jovens. É uma aula de como a indústria de cultura pode trabalhar daqui pra frente.
Nesse caso, é bom lembrar o capítulo sobre a importância das fanfics para os jovens fãs de Potter, escrito por Henry Jenkins no cada dia mais obrigatório Convergence Culture. Deixar com que amadores se envolvessem com sua paixão todos os dias foi fundamental para segurar o público ao longo dos anos de longas esperas por novos volumes.
À noite, pouco antes das oito, havia uma pequena multidão na Saraiva do Morumbi. Gritavam, participavam, festejavam. A abertura das caixas foi festejada verdadeiramente, como uma festa da chegada de uma nova era.
Ninguém parecia se importar com o fato de que o livro já tinha vazado na internet. E que o final estava publicado em incontáveis blogs, mas também em jornais e revistas, ao longo desta semana toda.
Aquela gente queria curtir o ritual: ir às livrarias apropriadamente vestido, participar das festas, mostrar que é fã mesmo, ler o livro de cabo a rabo e curtir até o final.
Não sei se é o que eu faria. Talvez teria dado uma espiadinha nas matérias que falam sobre o final, como, não sendo fã, fiz.
Confesso que não me emocionei com o final, e foi então que caiu a ficha: ler sete volumes até o fim é mais bacana que alguém contar.
A grande lição tirada dessa história toda é que um dos grandes fatores que provocam a pirataria, ao menos a mais amadora, é a mesma que fez com que fãs de Harry Potter fugissem dos spoilers: a paixão pelo que se vai consumir.
A obra de J.K. Rowling é muito mais que um caso brilhante de venda de livros para jovens. É uma aula de como a indústria de cultura pode trabalhar daqui pra frente.
Nesse caso, é bom lembrar o capítulo sobre a importância das fanfics para os jovens fãs de Potter, escrito por Henry Jenkins no cada dia mais obrigatório Convergence Culture. Deixar com que amadores se envolvessem com sua paixão todos os dias foi fundamental para segurar o público ao longo dos anos de longas esperas por novos volumes.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Adiós, amigo Fontanarrosa
O Fontanarrosa morreu ontem de manhã. Notícia ruim, ruim pra valer, pra fechar essa semana tétrica. Escrevi um obituário pro Universo HQ.
Eu até pensei em aproveitar e contar pela milésima vez o quanto escrever obituários tem um lado bacana. É uma das coisas de que mais sinto falta no jornalismo, porque você tem a chance de homenagear quem você curte. Mas vou poupar vocês disso. É mórbido demais e tal.
Mudando de assunto: fiz três resenhas pro Universo HQ nesta semana também. São elas:
DC Apresenta 4 - Mulher-Gato (bem bacaninha)
Guerra Civil 1 (bem bacana)
Liga da Justiça 56 (mais do mesmo)
Eu até pensei em aproveitar e contar pela milésima vez o quanto escrever obituários tem um lado bacana. É uma das coisas de que mais sinto falta no jornalismo, porque você tem a chance de homenagear quem você curte. Mas vou poupar vocês disso. É mórbido demais e tal.
Mudando de assunto: fiz três resenhas pro Universo HQ nesta semana também. São elas:
DC Apresenta 4 - Mulher-Gato (bem bacaninha)
Guerra Civil 1 (bem bacana)
Liga da Justiça 56 (mais do mesmo)
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quinta-feira, 19 de julho de 2007
Cloverfield, o ARG
J.J Abrams, um dos criadores de Lost, é chegado num ARG. Antes de Transformers, o longa-metragem que estréia por aqui amanhã, passou nos cinemas norte-americanos um trailer de Cloverfield, provável nome do novo filme do cara, do qual não se sabe coisa alguma.
Vai dizer: a última coisa com que o trailer parece é com um trailer. Na real, é o começo de um ARG.
O troço continua, pelo visto, em outros sites, como o www.1-18-08.com, o www.ethanhaaswasright.com e o ethanhaaswaswrong.blogspot.com.
Há especulações até de que seja um novo ARG de Lost -- e o monstro seja o Lostzilla. Mas pode ser que seja um novo Godzilla. Ou o Cthulhu de Lovecraft. Talvez não seja nada disso. Cá entre nós, visualmente parece mais pra um remake do final de Heroes (heheh).
É algo para se acompanhar. Pode ser a estratégia de lançamento mais inusitada de um filme desde A Bruxa de Blair. E olha que a dos Simpsons vem se superando dia após dia.
Vai dizer: a última coisa com que o trailer parece é com um trailer. Na real, é o começo de um ARG.
O troço continua, pelo visto, em outros sites, como o www.1-18-08.com, o www.ethanhaaswasright.com e o ethanhaaswaswrong.blogspot.com.
Há especulações até de que seja um novo ARG de Lost -- e o monstro seja o Lostzilla. Mas pode ser que seja um novo Godzilla. Ou o Cthulhu de Lovecraft. Talvez não seja nada disso. Cá entre nós, visualmente parece mais pra um remake do final de Heroes (heheh).
É algo para se acompanhar. Pode ser a estratégia de lançamento mais inusitada de um filme desde A Bruxa de Blair. E olha que a dos Simpsons vem se superando dia após dia.
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