quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Greenpeace no Pará

Está rolando a maior treta no Pará: o Greenpeace tentou tirar uma tora de madeira queimada de 13 metros para excursionar pelo país e denunciar a devastação da Amazonia. Não deu: umas 300 pessoas cercaram os oito ativistas, informa o site da ONG. Eles estão cercados na sede do Ibama.

Para dar uma noção a vocês do que está rolando, o Ibama chegou a cancelar a autorização de transporte da árvore para "não agravar o conflito". Coisa de governo. Não tem exército por lá, não?

É surreal.

Mas mostra ao menos que quem está depredando a Amazônia está se sentindo ameaçado.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sidney Harris e o novo Graal

Descobri a existência do Sidney Harris dias atrás, quando por acaso tropecei na Cultura com a ótima antologia de cartuns dele que a editora da Unesp está lançando. O cara é especializado em fazer humor com ciência, vejam só. Ri de temas como nanotecnologia e psiquiatria. É uma delícia. E, ainda por cima, perfeito para anunciar o novo Graal deste blog, que os mais atentos já captaram no título desengraçadinho: a busca de identidade.

domingo, 14 de outubro de 2007

Que horas são?

Desculpem, mas não sei que horas são.

É que começou o horário de verão. Só que, de uns anos pra cá, essa mudança virou notícia velha. Os jornais largam uma notinha na página 17-C dizendo ADIANTE SEU RELÓGIO, ok, mas não é mais aquela festa que tinha antes.

No passado, todo mundo debatia o horário de verão durante as semanas que antecediam a implementação. Era um tema candente.

Minha mãe, veja só, nos acordava mais cedo no domingo pra gente se preparar para a segunda. Era um acontecimento nas nossas vidas, a chegada do horário de verão. Era um domingo para se passar com sono.

E, convenhamos, horário de verão é um período de jet lag crônico. A gente passa uns meses num fuso parecido com aquele a que estamos habituados, mas levemente alterado. A diferença é tão pequena que não provoca o esforço da adaptação. Na prática, acabam sendo os meses do ano em que durmo uma hora a menos. Daí aquela sensação de cansaço eterno e a decorrente confusão mental, sem falar do bocejo latente que está sempre pronto a dar o ar da graça.

Mas ainda não sei que horas são. Porque, incompetência minha, nunca entendi bem o que eu tenho que fazer quando me mandam adiantar um relógio. É uma falha na minha formação cerebral: me confundo com direita e esquerda, com adiantar e atrasar relógios, com a quantidade de colheres de café necessárias para passar duas xícaras não muito fortes.

Até poderia me esforçar, mas aí me dei conta de que não restaram relógios sem conexão com um servidor externo nesta casa. Todos, em tese, podem ter se ajustado automaticamente. Minha interferência seria a prova cabal de que sou um sujeito pré-conectividade, quase um antepassado distante de todos nós. Até porque o relógio do computador está igual ao relógio do Itaú nas homes do Terra e do UOL e até mesmo do contador do Blogger, que é o relógio do Google. O relógio do celular também bate. Será que esqueceram de mexer nos relógios dos servidores? Mas não lembro de ter ativado o auto-ajuste dos gadgets -- e provavelmente por isso há entre eles a discrepância de alguns minutos. Tudo isso ainda é muito confuso.

E eu continuo sem saber que horas são.

Jabá: Contos do Quintal à venda, compre djá

A quem interessar possa: o livro Contos do Quintal, do qual participei com uma ilustração para um conto infantil do Fabrício Carpinejar (mais explicações neste post) já está à venda. Compre aqui.

Aproveite e leve também o filme que deu origem à série -- que na real é o livro Porto Alegre e o Dia em que a Cidade Fugiu de Casa. Aproveite, amigo, que não é sempre que tem.

CQD: Tropa de Elite e os piratas

"Nas apreensões, vimos que drogas, munições e componentes de armamentos estavam nos mesmos carregamentos de produtos piratas."

Alexandre Cruz, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, em matéria da Folha que fala sobre o esquema do tráfico de DVDs vendidos em camelô.

Também saiu um texto bacaninha sobre o roubo de Rolex organizado.

A riqueza também é tema da New York Times Magazine de hoje.

sábado, 13 de outubro de 2007

RS

Não é por nada, não, mas por que diabos a Rolling Stone brasileira tem capas tão feias?

Eu até sou a favor de Ivete Sangalo, Faustão e afins, mas podiam ao menos fazer capas mais bonitas.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Bienal do Mercosul 3 - Conversa com Annika Ström




Uma das mostras mais bacanas da Bienal do Mercosul é a Conversas, que está no Cais do Porto. Nela, um artista chamado pela curadoria é convidado a convidar outros dois artistas que tenham trabalhos relacionados. No fim, a curadoria olhar o conjunto e chama mais um artista. O resultado são doze grupos bem relacionados de quatro artistas em cada (com variações: alguns dos conjuntos são mais fraquinhos e, num dos casos, um artista convidou uma arquibancada, um DVD ou sua própria biblioteca, veja só).

O vídeo da Annika Ström é curtinho e delicioso, mas estava logo de cara na entrada do cubículo relacionado a ela. Chamava muito a atenção. Notem as pessoas passando na minha filmagem.

Neil Gaiman no Omelete

Para os fãs de Neil Gaiman, o Omelete publicou hoje muitos depoimentos do escritor. Além de uma entrevista a respeito do filme Stardust, que estréia esta semana, o criador do Sandman fala sobre suas participações em outros dois filmes: Beowulf e Morte.

Aliás, Gaiman está em alta também nas livrarias brasileiras. A Pixel aproveitou o ensejo para lançar uma nova versão de Stardust. E a Conrad saiu com um livro antigo dele, Neverwhere, que aqui virou Lugar Nenhum.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Bienal do Mercosul 2 - As fotos começam


Aos poucos, vou fazendo uploads de fotos da 6ª Bienal do Mercosul na minha conta do 8P. Mesmo feitas com celular, as imagens ajudam a esclarecer o vídeo do Nelson Leirner, que às vezes não dá pra ver direito.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Bienal do Mercosul 1 - Nelson Leiner



Andei por Porto Alegre no fim de semana. Um dos motivos foi ver a sexta edição da Bienal do Mercosul, que tem coisas fantásticas, tanto nas mostras coletivas quanto nas monográficas. Öyvind Fahlström, por exemplo, é imperdível, mas fica pra depois. Aos poucos, vou falando aqui de algumas obras e exposições.
Para começar, aí vai uma viagem em vídeo pela obra do Nelson Leiner, que está no Cais do Porto, na seção Zona Franca. É mais uma das montagens pop, um trabalho lúdico, mas que toma uma posição política bem definida.