quinta-feira, 29 de março de 2007

Ovos no Paladar

Vocês leram o caderno Paladar de hoje no Estadão? Eles avaliaram 138 ovos de Páscoa. E foram sinceros. É o que eu sempre digo: bom jornalismo não precisa ser sisudo, embora alguns colegas ainda pensem que sim.

Aí vão uns trechinhos:

Arcor Turma da Mônica - Se você escolher bem, o Cebolinha que brilha no escuro vai ficar pra sempre no escuro.

Havanna - Pena q venha com chocolate ruim em volta. O doce de leite é excelente.

Nestlé Prestígio - Cheiro fortíssimo de detergente de coco.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Gibi

Essa eu soube pelo Blog de Quadrinhos.

O Áppio, com quem eu trabalhei lá na DCS há alguns anos, abriu em Porto Alegre um bar-brushcetteria inspirado em uma viagem pela Itália e nos quadrinhos de lá. Chama-se Gibi.

Já faz um tempo que não vou pra lá, mas quando rolar, dou uma passada no bar e falo mais.

terça-feira, 27 de março de 2007

Antologia de arte amável

No fim do ano, peguei em Buenos Aires o livrinho Grandes Exitos: Antología de Arte Amable. Quadrinhos incríveis, arte espetacular, introdução do Liniers. Ainda não descobri como comprar no Brasil. Mas os caras têm um blog igualmente bacana.

De qualquer forma, fiz uma resenha no Universo HQ.

segunda-feira, 26 de março de 2007

As aventuras de Superman

Eu e a Jeanne ficamos positivamente impressionados com a primeira temporada de As Aventuras de Superman, seriado do herói para a TV norte-americana nos anos 50. Em vez de um seriado tosco per si, os episódios têm apenas efeitos especiais toscos, mas belos roteiros -- alguns bem melhores que outros, mas a média é bastante entusiasmante para uma noite sem compromissos. Em vez de seres alienígenas, são pequenos casos policiais em que, muitas vezes, Superman só aparece para prender os bandidos no final.

A série se dá ao luxo de repetir cenários, os takes de vôo são invariavelmente os mesmos, mas George Reeves convence como Superman.

Ficamos com pena, mas parece que Hollywoodland, longa que conta a história de Reeves, que teve uma morte misteriosa, já saiu de cartaz.

Duas notícias

Mandei duas notícias para o Universo HQ neste fim de semana. Acabam de sair:

Desiderata lança Copacabana, de Lobo e Odyr, no segundo semestre

Editor conta história da Pantheon, que editou Maus

domingo, 25 de março de 2007

Peter Pan

Peter Pan em Kensington, foto minha mesmo


"Peter Llewelyn Davies pensa -- como eu penso agora -- na maldita estátua de Peter Pan no maldito Kensington Gardens na maldita cidade de Londres. Um menino de bronze com uma flauta nos lábios crescendo entre as árvores. Um menino de bronze que -- como todas as estátuas -- jamais envelhecerá. Ele nunca gostou dessa estátua. Nem o próprio Barrie gostava dela ('Em nada exprime esse diabrete que há dentro de Peter', disse o criador ao escultor)."

"Os livros são como motores mágicos que não deixam de empurrar seus heróis e vilões para novos mares e palácios, e por isso não é bom interromper sua leitura, pensa Barrie: você perde muita coisa quando fecha um livro."


São trechos do promissor Jardins de Kensington, do argentino Rodrigo Fresán, que acabo de começar em edição brasileira da Conrad. Foi aquilo: a capa chamou atenção, folheei um pouco na livraria e resolvi apostar.

De certa forma, não paro de pensar no Lost Girls, de Alan Moore e Melinda Gebbie.

Alô

O iPhone mudou o história da Apple, relatam as últimas notícias. E olha que o aparelhinho ainda não saiu. Embora ainda seja um culto, parece que o pessoal que passa pela rua dá uma olhada pra dentro e vê algo diferente.

É curioso perceber que é tanta coisa no aparelhinho que, provavelmente, o pessoal andou esquecendo que o troço era um telefone. O filme teaser, exibido no intervalo do Oscar, tenta lembrar isso pro pobre e confuso cidadão que não entende mais nada.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Isto não é um blog

Anna Wintour diz que blog é uma palavra feia.

Ela tem razão. Acabo de escrevê-la pela última vez.

Picasso biografado

Comprei e mal folheei Picasso, que a L&PM acaba de lançar na simpática linha de biografias da Coleção Pocket.

É bem menor que o fascinante Picasso Criador, de Pierre Daix publicou, que li uns anos atrás no extenso volume, por sinal também da editora do Ivan. Receio que o livro do Daix esteja esgotado, já que meu exemplar foi comprado em um balaio da Feira do Livro de Porto Alegre, quando o livro já estava em final de carreira.

(Pra Jeanne, trouxe para casa A Tumba, já que ela vivia falando que queria ler Lovecraft e teimava em ignorar os volumes que temos em casa.)

Bazar

Fran Sperb e outros fazem mais um Yo Soy Tu Infierno. Vai que, desta vez, eu vou. Em TODAS as edições anteriores eu estava viajando. E olha que coincidência: todas as minhas viagens anteriores coincidiram com a feirinha.

Clique no link:

quarta-feira, 21 de março de 2007

Michael e eu

Então quer dizer que o Michael Moore mentia.

My book is on the table

Na onda da Geração Pronome (do YouTube e do MySpace) e das coisas que eu faço, a Penguin lançou a coleção My Penguin, com clássicos com capas em branco, só com o charmoso loguinho do pingüim no rodapé. A idéia é que o dono do livro faça sua própria capa, que depois pode ser exibida no site.

Você pode comprar na Livraria Cultura. Tem O Retrato de Dorian Gray, Emma, Crime e Castigo, As Ondas, as Meditações de Marco Aurélio e um volume de contos dos Irmãos Grimm.

Por sinal, saem por menos de R$ 20, o que é mais barato do que pagar as cinco libras que cobram lá na Inglaterra.

terça-feira, 20 de março de 2007

Sem manual

Isto aqui é uma lição de como a internet funciona.



Caso pareça surreal demais, sugiro que vejam este, supostamente verídico:

Vida dura

"Não, eu não faço dinheiro com quadrinho, não o suficiente. Eu faço também ilustrações para tatuagem, ganho comissões e faço boquetes..."

Sophie Crumb, filha do Crumb, na Caros Amigos. Ainda não li a matéria. Copiei esse trecho do blog do Telio Navega, no Globo. Depois leio e digo mais.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Liniers, o gênio

Liniers é um gênio.
(Leia mais aqui e aqui. Compre aqui.)

Motoqueiro Fantasma

Eu só não achei pior porque estava esperando A bomba. Pois Motoqueiro Fantasma é A bomba. Se um dia esses quadrinhos fizeram sentido, esse dia já se foi. Não me espanta que ninguém tenha conseguido fazer algo decente com o personagem por anos. Ele simplesmente caducou. E o filme comprova isso.

O fim da picada, claro, está logo no começo, quando mostram um Cavaleiro Fantasma e a legenda diz que é um Motoqueiro. Caramba, o cara é um caubói e tá em cima de um CAVALO. E chamam de MOTOQUEIRO.

A melhor coisa ainda é o joguinho de arremessar a corrente do site brasileiro. Bem melhor que o lance de se transformar no personagem. Essas coisas de efeitos de webcam tão ficando batidos.

Como sói acontecer

A Apple pensa grande e caro.
O Google pensa grande e pobre.
A Microsoft já se espalhou com um programa pesado e funcional.
E aí? Quem se candidata a revolucionar a mobilidade?

Enfim...

A todo mundo que veio dar um oi, ver qual era etc., valeu mesmo.
Em breve, novidades.
Por ora, fiquem com uma matéria sobre Heroes feita para o Pop Balões no período de ausência.

Art Spiegelman na piauí

A revista piauí que está nas bancas traz uma HQ inédita do Art Spiegelman. Não, a história não está no site. Mas põe desde já a edição impressa no ranking das melhores publicações de HQs deste ano.

O Spiegelman é gênio. Ganhou o Pulitzer por uma graphic novel, Maus, muito antes de virar moda essa história de premiar HQs em prêmios literários. E À Sombra das Torres Ausentes é a melhor coisa que saiu do 11 de Setembro (sem falar que a edição da Companhia das Letras é linda).

Espumante Marco Luigi

Provamos ontem à noite o espumante brut da Marco Luigi. Foi dica da Jeanne, que já tinha bebido algum tempo atrás. Belo produto com um preço bem justo (pagamos R$ 27 na Art des Caves). Chegou a surpreender. É gostoso e bastante mais sofisticado do que esperávamos. Deu vontade de experimentar os outros produtos deles.

Novas resenhas no Universo HQ

Resenhas que fiz pro Universo HQ acabam de ser publicadas:

Crying Freeman 4
Crying Freeman 5
Grandes Astros: Superman 3
Jeremias, O Bom (você pode comprar lá ou aqui)

Conectada

Quem tá de cara nova (e com conteúdo aberto) é a Wired. Aquele design velho não fechava com a revista mesmo.

Tesouras bailarinas

Enquanto ainda é de graça, aproveitem pra conhecer o espetáculo de dança baseado em Edward Mãos-de-Tesoura.

(Vale lembrar aos adoradores de Tim Burton que ele lançou um belo livro de poemas, Melancholy Death of Oyster Boy.)

A partir de agora, você tem que pagar

O acesso grátis ao New York Times acaba na semana que vem. Depois disso, só pagando. Embora isso possa fazer sentido nos Estados Unidos, me parece que a companhia deveria considerar que, aqui no resto do mundo, o jornalão é mais uma fonte de informação num mix que cada um monta como quer. O New York Times é importante, sim. É bacana, sim. E nunca teve tanta influência no país quanto nestes meses em que teve seu conteúdo aberto. Nunca sua imagem foi tão boa, nunca foi tão comentado por gente comum. Isso, agora, eles vão perder -- porque ele vale a pena, mas não vale o mais de 150 dólares anuais que estão pedindo, ainda mais porque 70% do jornal a gente não lê. E uns outros 20% sairão nos jornais daqui dois dias depois.

segunda-feira, 12 de março de 2007

De novo, de blog

Desisti de blogs há um tempo. Fiquei alguns meses sem.
Blogs consomem tempo. E mesmo que se escreva algo digno de nota num blog, a tendência é que esse troço desapareça para sempre ou envelheça muito rapidamente. Em blog, nada cria corpo. Não se tem envergadura, porque as coisas vão ficando pra trás fácil, fácil.
Então este blog nasce com antídoto antiblog. Ele não terá nada de perene. Nada. Nem uma cronicazinha de terceira. Nem mesmo uma egotrip.
A idéia é tratar de coisas que estão acontecendo. Coisas que vi, li, bebi. Vai ser sobre filmes em cartaz, sobre livros que saíram, sobre vinhos bem gostosos. E naquelas: falo das resenhas que ando publicando no Universo HQ, das fotos que ponho no Flickr ou no 8P.