sábado, 29 de março de 2008

INDIE > alternativos Juno

Indie - Alternativos - Juno

INDIE > alternativos Juno é um post it criado pela Renata. É naturalmente irônico e tem uma síntese visual impressionante. Clássico instantâneo.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Auto-retrato americano

Auto-retrato

Não sei vocês, mas eu não gosto do América, um fast food um pouco mais sofisticado desses que São Paulo nos oferece. O problema de lá é bem usual: comida sem gosto a preços pouco convidativos. O sabor vem do indefectível ketchup Heinz, que salva refeições em lugares assim. Comida sem gosto, afinal, só tem uma vantagem -- em almoços coletivos da firma, ninguém sente repulsa.

Mas hoje foi pior que o normal. Ficamos quase uma hora esperando a tal comida anódina. É triste esperar tanto por algo que não merece nenhuma expectativa, ainda mais quando é, teoricamente, fast. É uma outra forma de perda de tempo.

Quando meu hambúrguer vegetariano de shimeji (que tinha gosto de soja, verdade seja dita) chegou, já tínhamos debatido tanto sobre a doação do corpo para a ciência que o meu, desculpe o trocadilho, jogo americano já tinha virado o auto-retrato acima.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Mais azul

Serpentine Gallery Pavillion

Só pra ficar no clima azul: taí o Serpentine Gallery Pavillion 2006, por Rem Koolhaas e Cecil Balmond, em uma manhã ensolarada de fim de outono.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Fase azul

Bourgeois

Taí uma imagem bem bonita pra inaugurar o novo layout deste blog. É uma foto da escultura gigante que a Louise Bourgeois expôs na frente da Tate Modern no ano passado.

Novo EEE PC

Vem aí a nova geração do Asus EEE PC, o pequeno e adorável notebook superportátil -- e eu tenho um, então digo isso com alguma propriedade e muita satisfação. Segundo Jack Schofield, jornalista do Guardian, a versão 2 do computadorzinho deve vir com touchscreen e talvez até um GPS.

Novas formas de comer

A Economist até deu capa, uns meses atrás, alertando que esta nossa era de comida barata estava chegando ao fim. E o assunto virou manchete nos últimos dias.

Mas, na contramão, o New York Times publica hoje uma deliciosa matéria sobre como comer bem com artigos de lojas de 99 cents. A escolhida é a Jack's, que sim, vende não só comida, mas também tem um andar gourmet (com preços entre US$ 1,99 e US$ 4,99).

De quebra, ainda põe um chef para criar com esses mesmos elementos.

*

No outro lado do oceano, o Guardian faz uma matéria interessante sobre a chegada da nanotecnologia à cozinha.

terça-feira, 25 de março de 2008

Os quintos beatles, quem são eles

Eu não sou beatlemaníaco, mas, de cabeça:

* Sr. Aspinall, o que morreu domingo (bah), cujo título (de fifth beatle, não de nobre) foi concedido por Sir George Harrison (que ao menos morreu numa quinta-feira).

* Billy Preston, morto em 2006, que a Fox News chama de "the real 'Fifth Beatle'".

* Stuart Sutcliffe, o ex-baixista deposto por Paul, que foi de fato por um tempo um quinto beatle, pois que a banda era um quinteto.

* Pete Best, o baterista original, deposto por Ringo Starr, donde depreende-se que os bateristas sempre tem os nomes mais legais.

* Brian Epstein, lendário descobridor e produtor da banda.

* George Martin, por todos os serviços prestados.

Descubro, enfim, que a piada que fiz nestes últimos posts é velha. Está até na Wikipedia (o site mais boring dentre todos os sites supostamente interessantes).

Desculpe.

Fica para a próxima.

Os quintos beatles, segunda pergunta

O que é mais fácil de se encontrar: um quinto beatle ou um embaixador da Unesco?

Os quintos beatles

Com todo o meu respeito ao Sr. Aspinall, morto domingo à noite (péssima hora para se morrer), mas, afinal de contas, alguém sabe me dizer quantos quintos beatles tem por aí?

segunda-feira, 24 de março de 2008

Máquinas pré-obsoletas

"What I essentially experienced this week was an ultra-high speed lesson in techno-obsolescence. Instead of taking 18 months to become doorstops, my new machines arrived pre-obsolete."
Douglas Coupland, substituindo Stephen Fry na sempre admirável coluna Dork Talk.

Google x O Mundo - round 669

À sua maneira, o Google ganha dinheiro a custas de conteúdo alheio. A lógica, veja bem, é sutil. Um jornal tem um esforço milionário para produzir uma notícia, publica num site, sustenta uma estrutura monstruosa para vender anúncios e, de repente, perde os míseros centavos que o clique do leitor rende para o Adsense. O lance é sutil e ainda não ficou claro quem ganha mais nessa tal de nova realidade. Tanto que alguns jornais adotam o AdSense como ferramenta de publicidade online para áreas não-comercializadas.

O debate já é comum em congressos de jornalismo. Que eu saiba, o tema é mais candente nos encontros dirigidos aos donos de jornais, embora, na minha cabeça, seria uma área interessante até para os famigerados sindicatos, se tentassem levantar uns trocados para o bolso de seus associados.

Agora, anuncia o New York Tines de hoje, há um novo capítulo na novela mexicana de amor e ódio: uma ferramenta em que o Google se oferece para pesquisar dentro do site de terceiros e, de quebra, joga anúncios da concorrência na página de resultados. Por exemplo: quem procura anúncios de emprego no Washington Post, conta o Times, vê links de AdSense para a agência Monster.com.

A briga, mais uma vez, é boa.

domingo, 23 de março de 2008

RSS

Acho essas coisas de RSS bastante inúteis. O motivo é egoísta: não funcionam pra mim. Já usei inúmeros agregadores, mas acabei desistindo de todos.

Deve ser o clima de Páscoa: pra provar que não sou radical, criei um link para os agregadores de vocês: http://feeds.feedburner.com/eduardonasi

Testei e, pelo visto, tá tudo certo. Mas, se não funcionar, avisem.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Meu vizinho é um druida


No dia em que se comemoram (2008 - 33 =) 1975 anos da crucificação que acabou dizimando o paganismo da Europa, o Guardian publica um ensaio fotográfico bacana sobre os druidas contemporâneos.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Entrevista com Pratchett

"I don't for certain. I'm nearly 60 and I've never been nearly 60 before so
I'm not sure if some of the things happening to me are Alzheimer's or getting
older. Nor is anyone else. If I say, 'I keep losing my keys,' someone will say,
'That's me!' And, again, sometimes, I do find days really hard. If you have a
really complex day with lots of fans ringing up or emailing, lots of meetings,
by the end of it I just want to go and sit down quietly. But that in itself is
not an Alzheimer's thing. Everyone feels like that after a difficult day."

O escritor Terry Pratchett está com Alzheimer. Ontem, o Guardian publicou uma entrevista de dar nó na garganta com ele.

sábado, 15 de março de 2008

Legendas

No Caderno 2 do Estadão de hoje, o Sérgio Augusto escreve sobre a má qualidade das TVs aberta e fechada. Até aí, a rigor, de novo só tem o prazer de ler o texto do Sérgio Augusto mesmo quando o tema é batido.

Mais para o final, ele comenta os erros surreais de tradução e legendagem dos filmes e programas. É um absurdo o que tem de bizarrices.

Não sei a origem do problema, mas fico com a sensação que o boom de TV a cabo e DVDs nos últimos anos acabou sobrecarregando o sistema de tradução brasileiro. Num país pobrinho como o nosso, onde a miséria também está na cabeça das pessoas, fica difícil se produzir de uma hora pra outra hordas de tradutores, que, pra serem bons, precisam de uma formação afiadíssima, mas são pagos como peões de obra.

Numa caixa de seriado em DVD, dessas com seis discos, as legendas são um verdadeiro museu dos erros de português. Tem de tudo. Sujeito separado do verbo por vírgula chega a ser em abundância. "Há tantos dias atrás" é quase norma padrão. Até um "excessão" eu vi outro dia.

É surreal: uma caixa dessas custa, no lançamento, uns R$ 150 no preço de tabela. Não é possível que não dê para passar um corretor ortográfico ou pedir para alguém conferir pra ver se está tudo direitinho.

O pior de tudo é que esse desleixo se dá concomitantemente ao discurso enraivecido dos estúdios contra a maldita pirataria. Aí eu -- que não compro pirata, faço tudo direitinho e não tenho nada a ver com isso -- sou obrigado a ver umas propagandas medonhas antes do meu DVD que, quando começa, revela que nada mais é do que um trabalho porco.

Nessa hora de crise, o papel da economia formal é caprichar. Os estúdios, porém, estão na contramão, descambando. É surreal.

quinta-feira, 13 de março de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

Pilhas e listas

Simplesmente não dou conta de fazer tudo. Ontem à noite, saí da agência com uma lista de quinze tarefas por fazer. Ao longo do dia, cumpri duas. Saldo no começo da noite: vinte itens. Me dou conta agora que tenho que incluir mais dois livros (300 páginas cada) na lista. Prognóstico: vamos, eu e a lista, entrar em colapso nos próximos dias.

Fora da agência, ainda tem um projeto que vai começar a rolar. São mais dois livros que chegaram aqui. Nem comecei.

Estou na página 40 de Na pior em Paris e Londres, o proto-blog literário que George Orwell fez enquanto passava fome em meados do século passado.

As pilhas de livros só aumentam.

As de quadrinhos, pior ainda.

Aliás, nem comentei aqui as últimas resenhas que fiz. E olha que tinha coisas bacanas no meio, como A força da vida, do Will Eisner, e Pride of Baghdad, que é uma espécie de Persépolis com leões falantes.

E Persépolis é um filme bacana, hein?

Enfim, enfim. Nem eu agüento mais esses posts cheios de desculpas para a escassez de posts. Mas é a vida. E é assim que eu gosto.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Cuba

Se fosse esperta, a catrefa rubro-escarlate aproveitaria a saída do Fidel para mudar o discurso sobre Cuba. O país que representa o ideal de vida dos caras é vergonhoso. O papo de que a população de lá é feliz já caiu por terra faz tempo.

Ontem, ganhou mais uma pá de cal -- e, nesse caso, precisa-se de várias pás, porque os seguidores dos Castro são mulas teimosas. É a matéria do New York Times, ótimo relato sobre o submundo em que os cubanos se metem para ter acesso à internet sem censura.

Para quem duvida, há até alguns blogs, com depoimentos de cubanos, para mostrar que a coisa tá ruça. Um dos casos é o Generation Y, de Yolanda Sánchez, "un Blog inspirado en gente como yo, con nombres que comienzan o contienen una 'y griega'. Nacidos en la Cuba de los años 70s y los 80s, marcados por las escuelas al campo, los muñequitos rusos, las salidas ilegales y la frustración. Así que invito especialmente a Yanisleidi, Yoandri, Yusimí, Yuniesky y otros que arrastran sus 'y griegas' a que me lean y me escriban."

quarta-feira, 5 de março de 2008

O livro das citações

"Há tempos parei de tentar criar teorias, pois na internet há teorias suficientes. É mais divertido ler essas teorias do que pensar em uma própria."

Jorge Garcia, o Hurley de Lost, no Estadão do domingo passado.

Acho que ele está falando sobre a série, mas fico com a impressão de que a frase diz muito sobre o mundo em que vivemos.