domingo, 30 de setembro de 2007

Kebak Salonu

Outro dia passei pela Augusta, um quarteirão abaixo do Espaço Unibanco, e vi a plaqueta que indicava a venda de kebabs. Guardei a informação pra mais tarde, um pouco ressabiado, porque tem um mexicano no mesmo estilo perto dali que foi uma decepção bem recentemente. Mas, ainda assim, a idéia de kebabs na Augusta não tinha sido descartada.

Esta semana, a Gabriela Yamaguchi elogiou tanto que decidimos ir ontem.

Pois o Kebab Salonu (Augusta, 1416) é de fato fantástico. Excelente comida a preços moderados. "Não somos fast food", diz o cardápio, apesar da disposição arquitetônica de lá.

Se quiser seguir nossos caminhos pré-aprovados, peça sharbats (água mineral com gás e xarope, que viram uma espécie de refrigerante com sabores como tamarindo, tâmara, rosas e damasco) e kebabs Indiano e Döner de carneiro. Mas é bom avisar: as opções são tantas e parecem tão saborosas que, quando voltarmos, provavelmente provaremos outros pratos.

Aleijadinho e Seu Tempo: Fé, Engenho e Arte


A mostra Aleijadinho e Seu Tempo: Fé, Engenho e Arte está chegando a seus últimos dias no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. Fecha dia 14 de outubro. Eu fui ontem.

É um trabalho de vulto do curador Fábio Magalhães, que traz algumas peças do escultor a São Paulo (ainda terei que ir a Minas pra apreender a grandeza da obra do cara), mas que tem uma força didática imensa. A exposição é calcada no artista, mas também no que acontecia à sua volta: no subsolo, há ex-votos mineiros (que não são reproduções de membros, e sim pinturinhas com pedidos), mapas fabulosos e relicários. No terceiro andar, estão trabalhos de artistas como Francisco Xavier de Brito, Mestre Piranga e Mestre Athayde, que servem para lembrar que Aleijadinho não era o único ser brilhante do barroco mineiro.

A obra de Aleijadinho em si está distribuída por dois andares: o térreo, que abriga peças imensas e reproduções, e uma sala do segundo andar, de onde as fotos que ilustram este post foram roubadas (acontece que não há indicação de que é proibido fotografar as obras, o que faz com que os pobres seguranças tenham que abordar as pessoas o tempo todo).

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Innocent 100% reciclada

A Innocent acaba de lançar a primeira garrafa de plástico 100% reciclado (e 100% reciclável) do mundo. Por enquanto, são quatro sucos vendidos na embalagem, que é completamente revolucionária. Mas, ano que vem, todos os produtos da empresa inglesa sairão da fábrica nessas garrafinhas.

Depois o povo olha estranho quando eu digo que Innocent é a marca mais foda que surgiu nos últimos anos.

Resenhas no UHQ: Eternos do Gaiman, Gente Fina, holandeses e chapecoenses

Acabam de entrar no ar mais resenhas que fiz pro Universo HQ. E a lista inclui a nova minissérie de Neil Gaiman, veja só:

52 3 - A imensa minissérie da DC começa a esquentar.
Antes do Incal 1 - O genial Alejandro Jodorowsky volta para contar a origem de John Difool, protagonista da série Incal. E a Devir fez uma ótima edição brasileira. (Compre aqui)
Eternos 1 - Atenção, horda de fanáticos por Neil Gaiman, esta é a nova minissérie do cara. Não é o novo Sandman. E o mais legal é que não é pra ser.
Gente Fina - Eu tava atrás do livro do Bruno Drummond há uns meses. Demorou pra eu conseguir, por incrível que pareça. Mas valeu a pena. (Compre aqui)
Gustman Comics 8 - Série holandesa incrível que a Jeanne trouxe de Amsterdã semana passada.
Novos Titãs 39 - A revista piorou significativamente de uma hora pra outra.
Puhl 1 - Mais uma da série "Lembranças de Chapecó". Os roteiros são do Roberto Panarotto, da banda Repolho. Os desenhos são do Rogério Puhl. E são matadores. Mais uma daquelas provas de que tem muita gente boa pra fazer quadrinhos no Brasil.
Rising Stars - Volume 3 - 2 - Taí outra série que resolveu esquentar. O problema é que, pra ela, já é tarde demais.
Samurai Executor 3 - Mangá bacana. Não é Lobo Solitário. Mas é bacana.
Sete Soldados da Vitória 6 - As novas séries comprovam que o Morrison é completamente maluco. E sensacional.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

"Acha que isso se justifica?"



O vídeo acima está circulando em vários sites (incluindo o Blue Bus). O ex-ministro português Santana Lopes dá uma porrada na apresentadora do SIC Notícias e, de quebra, uma grande aula de jornalismo e civilidade.

Imperdível.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Mojica 50 anos

Vai rolar logo mais uma grande homenagem ao grande mestre José Mojica Marins, que comemora 50 anos de carreira, no Centro Cultural Banco do Brasil -- tanto em São Paulo quanto no Rio. Uma das atrações é a exibição do inédito A Praga, filmado em 1980, mas considerado perdido até 2004, quando o material foi encontrado.

E tem mais retrospectiva da obra e aquela coisa toda, até porque o novo filme do Zé do Caixão, Encarnação do Demônio, estréia até o fim do ano.

No Rio, começa em 9 de outubro, no CCBB. São Paulo recebe a restrospectiva depois, a partir de 10 de novembro, no CCBB e na Cinemateca.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Doomsday e os clones

Artistas do passado são freqüentemente condenados por suas escolhas equivocadas, como se a habilidade de pintar, escrever um livro ou fazer um filme desse a capacidade de avaliar o que o futuro nos reserva. Volta e meia alguém é condenado por conta de tomar uma atitude comum em seu tempo. Nessas caças às bruxas, Hergé teve seu Tintim acusado de racismo, Shakespeare foi um porco machista e por aí vai.

Engraçado que a gente tende a pensar que atitudes assim ficaram no passado e que estamos no auge da iluminação humana. Mas é só ver Superman: Doomsday pra ver que não é nada disso.

Doomsday é um longa-metragem em animação que saiu nos Estados Unidos semana passada, inaugurando uma linha de desenhos voltados para adultos da DC Comics que sairão diretamente em DVD.

A história mostra uma trama já conhecida do público em geral: a morte do Superman, que é provavelmente a HQ mais badalada das últimas décadas. O filme tem algumas diferenças em relação à revista, mas o centro da história é o mesmo (se você não quer estragar o final, pare de ler aqui mesmo): o monstro Doomsday surge do nada, mata Superman, surge um impostor clonado para, só então, Superman voltar à vida.

Pra um desenho animado de super-herói, a história é bem violenta. Tem pancadaria e sangue pra valer. E isso inclui a cena que eu queria citar: um massacre de clones. Clones morrem no filme como se não tivessem direito algum à vida.

Claro que a proximidade da clonagem humana vão se acirrar as discussões, mas tendo a supor que, num futuro qualquer, matar clones será tão imoral quanto matar seres humanos. Portanto, anotem aí: Doomsday será acusado de promover a histeria numa era de barbárie -- estes dias em que vivemos.

Morango e Chocolate

Saiu agora no Brasil o álbum Morango e Chocolate, de Aurélia Aurita, coisa da ótima Casa 21. São histórias eróticas em que ela se retrata ao lado do namorado, Frédéric Boilet, que é autor de O Espinafre de Yukiko e um dos criadores do Nouvelle Mangá (movimento que une a tradição européia e a japonesa de fazer HQs, criando um punhado de obras bacanas pra caramba).

São HQs simples e deliciosas sobre um casal que se ama muito e que se descobre pelo sexo e pela arte. O desenho simples acaba jogando a gente dentro da vida deles.

Quando Aurélia fala de morango e chocolate, ela não está falando de comida. São coisas graciosas, doces e íntimas, mas eu não vou falar o que elas são. Vocês terão que ler o livro para saber.

domingo, 23 de setembro de 2007

Saraiva x B2W no e-bit

Tem um cheiro de chip queimado na internet brasileira. Que eu saiba, ninguém ainda se deu ao trabalho de inclinar o corpo pra ver se a CPU tá queimada. Mas que tem cheiro, tem: tá aqui, no site e-bit, em que consumidores que compram na internet podem avaliar os serviços prestados pelas empresas e, com isso, concorrer a prêmios.

Acontece que, depois da monstruosa fusão entre Americanas e Submarino, os dois sites acabaram sendo desbancados no ranking de mais avaliados pela Saraiva, até então um player de segundo escalão. Numericamente, isso quer dizer que tem mais gente avaliando a Saraiva do que as duas marcas da B2W.

O lance fica mais grave quando a gente se dá conta que a amplitude de categorias coberta pela B2W é consideravelmente maior que eletrônicos, audiovisuais e livros da rede de livrarias.

Há várias explicações para isso, que podem incluir até mesmo a localização do banner que leva ao e-bit na página. Como a Saraiva faz mais ofertas, talvez atraia consumidores com um perfil mais promocional, provocando conseqüentemente mais avaliações por conta dos sorteios.

Mas suspeito que não seja por aí. A Saraiva vem fazendo um belíssimo trabalho tanto na internet quanto nas lojas físicas: o site tem bons preços (o que, na internet, faz uma baita diferença), o programa de fidelidade é imbatível, os vendedores andam tão afiados que parecem ser da Cultura, há um sortimento razoável de livros importados a bons preços e por aí vai.

Enquanto isso, olhando ao meu redor, vi muita gente, de clientes fiéis a fornecedores e parceiros, se sentirem frustrados com o Submarino. A variedade caiu e os preços ficaram menos competitivos. Eu mesmo tentei comprar um livro recém-lançado que não estava esgotado, mas, depois de falharem na entrega no prazo, me mandaram um e-mail dizendo que o livro estava fora de catálogo.

Na internet mesmo, o comportamento do consumidor mudou em relação aos sites. Basta navegar em fóruns e blogs para perceber que Saraiva passou a ser sempre considerada como uma boa opção.

Ainda não saiu matéria sobre isso, mas acho que alguém aí podia se prontificar a dar uma olhada no que está acontecendo. Em havendo interesse, sugiro que o amigo jornalista comece por aqui: o relatório para investidores do último trimestre não fala quase nada dos sites em si, focando mais na aquisição da marca Blockbuster e nos produtos financeiros, que é a real galinha dos ovos de ouro do varejo nacional, como as Casas Bahia já nos ensinaram.

Colors Notebook - fase 2


O projeto Colors Notebook, de que participei no ano passado, entrou em uma nova fase. A Fabrica e a organização Reporters sans Frontières vão fazer mais revistas Colors em branco para serem criadas por qualquer um que solicitar um exemplar

No ano passado, saíram coisas fantásticas. As revistas foram expostas no Centre Pompidou (onde eu tirei a foto acima) e na Triennale di Milano. Este ano, os donos dos notebooks mais bacanas serão chamados pra atuarem como correspondentes da Fabrica. Não é sensacional

Pra ver alguns dos trabalhos, clique aqui. Dá pra ver até a capa da revista que eu fiz -- é a que tem escrito My Girls.

Lula e as centenas de empregados ao seu redor

“There are hundreds of employees around me that I don’t have any idea what
they are doing.”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, verbalizando toda a sua capacidade de comandar um governo em entrevista ao New York Times de hoje.

Não é uma beleza?

Aliás, a própria entrevista é um marco: o Lula tá falando com o New York Times, algo que não se via desde que o Larry Rohter, antecessor do Alexei Barrionuevo, dizer que nosso líder era chegado numa pinga. Mas pra falar com Rohter ele nunca tinha tempo. Com Barrionuevo, ele logo achou. Sei não, mas daqui eu fico com a impressão de que era mágoa.

sábado, 22 de setembro de 2007

Tropa de Elite no Youtube

Camelô porra nenhuma. O filme Tropa de Elite caiu no Youtube, dividido em pedaços. Só vi uns dois minutos, pra descartar a hipótese de ser uma falsificação grosseira, e parece que é isso mesmo: o longa-metragem mais polêmico do ano está todo lá.

Na real, esse filme pode render meses de discussão: seja pelo tema ou pela pirataria. O interesse carioca pelo cinema nacional num modelo de distribuição alternativo a baixo custo -- que evidentemente não é o ideal -- poderia mudar pra sempre nossa indústria audiovisual. Basta entender por que tanta gente quis ver esse filme.

Os comentários raivosos e emocionados no Youtube podem render um bom começo.

Barra Funda, o blog

Tardo, mas não falho em anunciar que a Denise Silveira voltou a ter um blog depois que se mudou pra Barra Funda. E é o próprio bairro que motiva os posts.

Vamos a la Vörland, ô ô ô ô ô



A nova edição da Colors é um guia de turismo de Vörland produzido em 2057. É uma brincadeira para mostrar o quanto o mundo pode mudar em 50 anos. Pelo que se depreende, Vörland seria hoje em dia um lugar remoto e gélido no norte do hemisfério norte. Mas, na revista, é um destino turístico muito admirado por seus praias e seu calor.

O aquecimento promovido pelas mudanças climáticas tem conseqüências direta na vida das pessoas -- protetor solar de fator 200, fim do uso do petróleo como combustível, compensação de carbono obrigatória para recém-nascidos e cartão de crédito de carbono, por exemplo. Nadar no mar é perigoso por causa das mães-d'água e a malária se tornou epidêmica

O bacana é que a revista não fica fazendo discurso. Ela só esfrega na sua cara, sem dó, que você nunca mais vai tomar banho de mar se não mudar o seu comportamento agora mesmo.

Hoje em dia, é raro encontrar a Colors no Brasil. Muitas edições simplesmente não são trazidas pelos importadores. Mas a edição Welcome to Vörland está nas prateleiras. Comprei a minha na Livraria Cultura. Eles não vendem revistas no sistema online, mas se você mora numa cidade que tem Cultura e não achar a revista por lá pode pedir que eles mandam buscar de outra filial.

Funk do Calheiros

Vai, José Dirceu,
Vai.
Vai, Renan Calheiros,
Vai!
Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Não queremos saber de vocês (ninguém quer)
Cobrai vossa CPMF
Cobrai, cobrai, cobrai -- que se há de fazer?
Quem puder sonegará -- vai, vai, vai.

Quero ser deputado
Quero ser senador
Quero ser Renan Calheiros
Uouououuuuuuuuuuuu

I am the anarchy in UK

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Duas resenhas

Nesta semana, colaborei com duas resenhas para o Universo HQ:

Liga da Justiça 58 - Tem a estréia do Brad Meltzer, que é um dos melhores roteiristas a surgir nos últimos anos.
Lo Que Hay Antes de Que Haya Algo (Uno de Terror) - Livrinho do Liniers que é um rolo só pra conseguir comprar no Brasil. (Valeu, Érico.)

C-3PO não enferruja na garoa

Anthony Daniels, ator que viveu o robô C-3PO em Star Wars, anda por São Paulo (foto ao lado). Ele veio divulgar alguns DVDs que estão saindo. Passou por algumas livrarias, entre elas, a Saraiva do Shopping Morumbi, onde tirei essas fotos ontem, por volta das 13h.

A presença do cara gera cenas como essa aí do alto: um soldado da guarda imperial passeando pela seção de CDs. Mas foi mais que isso: filas imensas para autógrafos, hordas de gente com ou sem fantasia comprando (de novo) um filme que já tem 30 anos.

Star Wars é como todas essas mitologias recentes: não basta acompanhar, tem que participar.

God Save The Queen

Ladies and gentlemen, please welcome the Sex Pistols.

(Thank you for purchasing tickets on Ticketmaster.)

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Carpinejar sem Marcia Tiburi

Resumindo a ópera, a Marcia Tiburi não foi ao Sempre um Papo, tava gravando um programa em Porto Alegre. E ficou só o Fabrício no palco.

Em vez de contar, decidi resumir o troço todo em dois vídeos:




Feliz Dia dos Gaúchos

Hoje é, mais uma vez, 20 de Setembro, dia em que o Rio Grande do Sul, esse estado ímpar, comemora a humilhante derrota na Guerra dos Farrapos.

Por lá, pra celebrar a guerra perdida, é feriado.

Mais que isso: tem desfiles em vias públicas, com cavalos e tudo o mais, tipo um 7 de setembro mais humilde, seguindo os preceitos rituais fabulosos e mitológicos inventados pelos queridos Barbosa Lessa e Paixão Cortes no 35 CTG no grêmio estudantil do Julinho.

E quem disse que gaúcho não é macho? Tem que ter muito culhão pra celebrar uma derrota a partir de uma cultura falsa, inventada por dois secundaristas.

Eu, gaúcho que sou, apresento aqui a descoberta recente feita pela Sabrina -- um filme publicitário que exalta a cultura gaúcha de forma inédita.

Bom Dia do Gaúcho a todos.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Marcia Tiburi e Carpinejar -- boralá?

Amanhã, o Fabrício (lançando Meu Filho, Minha Filha) e a Marcia (autógrafos em A Mulher de Costas) estarão no Sesc Vila Mariana. Afianço desde já que é o melhor programa que o senhor e a senhora terão à disposição nesta cidade.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Intelligent Life


Ora, vejam!
A Economist, uma das revistas que valem a pena no mundo, acaba de transformar em quaterly o suplemento até então anual Intelligent Life -- uma tentativa de mostrar como os leitores da revista passam o tempo fora do escritório.
A capa é linda. O design é matador. Há algumas páginas em PDF para degustação no site que já insinuam que o troço é incrível. Entre elas, o editorial, no qual Edward Carr conclui algo que a gente já sabe, mas que é sempre bom ver que tem mais alguém pensando assim: "The more you know, the better it is. Knowledge is pleasure".

domingo, 16 de setembro de 2007

Almoço grátis

Acaba de chegar um e-mail do Wander Wildner contando que seus quatro discos foram disponibilizados para download gratuito aqui.

Lulinha Paz & Amor

"Brasil tiene que volver a tener todo lo que tuvo. Para volver a construir nuestras fábricas de material bélico tenemos que comprar."

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, conversando com o jornal El País neste domingo. Agora, os sites brasileiros estão destacando a nossa recém-descoberta, porém desde sempre histórica, vocação bélica.

Mas o pior nem é isso: "No voy a dejar nunca la política", ameaça o governante rubro-escarlate.

Resenhas no Universo HQ

Enquanto estava em Chapecó, entraram mais resenhas que fiz no Universo HQ:

Batman 58 - Tem a estréia do Grant Morrison e do Paul Dini, como eu tinha contado abaixo.
Grandes Astros - Superman 8 - Puta história do Grant Morrison, mas essa é do Homem de Aço.
Guerra Civil 3 - Fetichismo nerd.
Laertevisão - Coisas que não Esqueci - Álbum matador do Laerte. (Compre aqui)
O Livro Negro de André Dahmer - Álbum do André Dahmer, autor das famosas tirinhas internéticas Os Malvados. Mas os girassóis não estão no livro. (Compre aqui)
Os Melhores do Mundo 2 - Segundo número da nova revista DC.
Superman 58 - Superman virou uma baita revista. É uma surpresa agradável. Bem recomendável.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Caro Senador Renan Calheiros,

Na segunda-feira, uma criança indígena, de um ano e onze meses, morreu de desnutrição. É, pelo menos, a oitava do ano.

Hoje à tarde, um homem foi baleado por criminosos ao lado do Theatro Municipal, no Centro de São Paulo.

Outro dia, quatro motoqueiros assaltaram duas amigas na Marginal Pinheiros, às 17h, apontando armas de fogo.

Apesar de supostos esforços, o próprio governo estima que 9,6 mil quilômetros quadrados da Amazônia desapareceram entre agosto de 2006 e agosto de 2007.

O Brasil ainda tem 25 mil vítimas de trabalho escravo.

Por essas e muitas, muitas outras, Senador, tenha certeza: a sua vitória é mais do que uma mera conquista pessoal ou uma prova de união de seus aliados. É uma vitória disso tudo que está aí, do que sempre esteve e, por causa de atitudes como a sua e a de seus companheiros, do que sempre estará.

Parabéns por sua vitória. Tenha certeza de que, para todos nós aqui fora, ela é equivalente a uma derrota monumental.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

desPista


Por mil demônios, olha isso!

O nosso amigo e gênio Fábio Zimbres criou uma escultura skatável. Fiquei sabendo agora pela Mauren, que tá divulgando o lance. Ela que me mandou a foto (acima) e os croquis (ao lado e abaixo).

O trabalho faz parte da programação que os artistas de Porto Alegre criaram para movimentar a cidade durante a Bienal do Mercosul.

(Não sei se vou explicar direito, mas, pelo que entendo, é assim: tem a Bienal Oficial. Aí surgiu um movimento de off-Bienal, composto por vários movimentos, como o Essa Poa é Boa e o Bienal B. Pelo que me contaram, todo mundo é amigo e se dá bem, inclusive os caras da Bienal Oficial. As coisas andam em paralelo e, até onde sei, tudo é estranhamente civilizado.)

Na verdade, é um misto de escultura e pista de skate. Há várias delas, como se vê aqui. Uma melhor que a outra, e mais a do Zimbres, que me parece a melhor de todas e provavelmente é mesmo.

O projeto, chamado desPista, é da sempre bacana Galeria Adesivo.
Na galeria em si (Beco Cultural – João Pessoa, 203), fica a mostra com projetos, desenhos, maquetes, fotos e vídeos.

As pistas estão em na antiga fábrica da Renner, no DC Navegantes, reunindo os artistas Mateus Grimm, Tiago Bagnati, Ana Claudia Vettoretti e mais o Zimbres e mais skatistas e o povo que está registrando o trabalho.
A mostra abre quinta, dia 13, às 19h, e vai até 11 de novembro, de terças a domingos, das 16h às 22h.

11 de Setembro

11 de Setembro é um dia que arrasa com qualquer um.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Laertevisão



E vou te dizer que é foda, mermão.

É Laerte, brilhante como sempre. Mas, de certa forma, é um outro cara que sempre esteve lá, mas você nunca reparou.
(No site da Conrad tem um preview para divulgação, de onde saiu a HQ acima.)

L'Oreal x eBay

A L'Oreal vai processar o eBay francês por venda de produtos falsificados, conta o Estadão.

Demorou.

No mundo todo, aqui inclusive, esses sites de leilão viraram um pequeno paraíso da picaretagem global. E sem sede, portanto, sem polícia pra bater na porta e fiscalizar.

A única segurança que as marcas têm é esperar que algum funcionário do site, que ganha comissão sobre as vendas, encontre a oferta pirata e a tire do ar.

domingo, 9 de setembro de 2007

Batman por Grant Morrison


A revista Batman 58, que está nas bancas de São Paulo desde a sexta passada, não traz a capa acima, mas uma outra.

Vou falar disso mais adiante, na resenha que fiz pro Universo HQ, mas, por enquanto, é bom ir avisando os leitores deste blog: a revista marca a estréia da superelogiada fase de Grant Morrison nos roteiros de Batman. Morrison fez coisas bacanas como Homem-Animal, Os Invisíveis, Sete Soldados da Vitória e uma ótima fase dos X-Men. Além disso, é autor da excepcional Asilo Arkham, álbum dele ilustrado por Dave McKean, o popular capista de Sandman.

Li o primeiro Batman nesta tarde: é matador.

*

A propósito, deixem-me aproveitar o rodapé pra listar o punhado de resenhas que fiz pro Universo HQ semana passada:
Mais Preto no Branco - Allan Sieber! (compre aqui)
Sete Soldados da Vitória 5 - Que, por sinal, é do Morrison!
Tute - Um argentino genial! (compre aqui)
Universo DC 3 - Uma revistinha bem meia-boca.

CreateSpace

O CreateSpace é a editora de livros on demand da Amazon. Mais que isso: produz também CDs, DVDs e HD DVD, vende espaço de download de filmes e promete, para breve, distribuir discos Blu-Ray.

Os produtos, a rigor, não têm nada de novo: acabamento mais tosco com custos um pouco altos, que só compensam se você precisa de uma tiragem realmente pequena.

Os criadores também continuam sem recursos para chegar à imprensa e aos demais filtros que podem fazer a diferença entre não vender nada e ser um sucesso.

Mas o sistema dá uma vantagem tremenda, como contou o Warren Ellis num boletim lançado neste feriadão: a distribuição da Amazon é gigantesca. E isso, sim, pode fazer uma senhora diferença.

sábado, 8 de setembro de 2007

If this shade is down


A cortininha aí é a contribuição da fabulosa Miranda July ao projeto The Thing Quaterly, em que uma assinatura anual dá direito a quatro peças criadas por quatro artistas diferentes. O site tem mais detalhes. E é bom ir avisando que até outubro ainda dá pra assinar o primeiro ano.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

E aí, o que você conta de novidade?

Fato é que eu não tenho visto nada de novo, sabe? Nada que me faça ter vontade de sentar nesta cadeira, logar neste blog e gastar alguns minutos para contar pra vocês.

Uns dizem que é uma fase. Outros, que não tenho olhado pro lugar certo. Mas eu acho que é velhice mesmo: já vi coisas demais pra me impressionar a cada esquina.

Isso não quer dizer que eu não tenha visto coisas legais. Vi, li, ouvi, bebi.

Vi, por exemplo, Santiago, puta documentário do João Moreira Salles. Um troço incrível, que em cinema eu não tinha visto -- e que até seria surpreendentemente novo se eu não tivesse lido Se Um Viajante Numa Noite de Inverno, do Italo Calvino.

Vi exposições: Da Bauhauss a (Agora!), no Masp, é ótima. O FILE eu já não curti muito este ano, justo porque é mais do mesmo (e porque a mostra de 10 anos do Itaulab estava pertinho e pelo menos no mesmo nível).

E, por enquanto, só vi o Vik Muniz da Fortes Vilaça (já acabou, mas continua na USP), até porque eu sou do tempo em que as pessoas não torciam o nariz pro trabalho dele -- e eu continua achando arrebatador, tanto que não é exatamente novo porque é ele, mas é das coisas que mais tem cheiro de novo.
E é com um trabalho dele, Pictures of pigment: Townscape Madrid, after Gerhardt Richter, que eu encerro por hoje.