sábado, 7 de junho de 2008

Honradez

Tenho um interesse antigo por saber como funciona a mente do corrupto. Acho que, no Brasil, todos nós temos.

Se é distorcida, se é apenas má, se faz porque acha que é assim mesmo.

No noticiário de hoje, temos uma pista preciosa. Cezar Busatto, político tradicional do Rio Grande do Sul, nome forte desde o governo Britto, nos anos de 1990, agora chefe da Casa Civil, foi flagrado pelo vice-governador Paulo Feijó, um inimigo ferrenho da governadora Yeda Crusius. Feijó gravou um papo sobre corrupção no governo e divulgou. Contou onde fica a torneirinha de dinheiro usado para financiar a corrupção.

Na minha cabeça, o que o sujeito fez é demais: ele achou o vazamento. Agora só falta mandar o encanador.

Olhando daqui, parece um ato nobre, de gente digna, que faz o certo -- e me dizem que ele, ao menos, é um cara honesto, sério.

Mas não é o que diz Busatto:

"É uma armadilha safada, ele não é um homem honrado. Ele quer ser governador, é golpista. Ele é um mau caráter. Eu fui de coração aberto e ele divulgou."

É ou não é uma preciosidade?

2 comentários:

Gabriel Renner disse...

Aqui tá uma lama desgraçada....

Oliboni disse...

Tem um livro meio técnico, que não entra muito na parte psicológica da corrupção, mas ainda assim, é muito interessante chamado O Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasil.

É um livro de certa forma didático, muito mais aplicável à cidades pequenas, mas vale a pena para você ver como os corruptos trabalham.