domingo, 2 de dezembro de 2007

A Montanha Sagrada e a arte

A Montanha Sagrada é de uma beleza ímpar e, até agora, meu filme favorito do Jodorowsky. Não vi Santa Sangre, mas muita gente que já viu tudo anda dizendo nos entornos do festival que é isso mesmo: A Montanha Sagrada é o melhor.

Não duvido.

Ele é um filme monumentalmente lindo mesmo quando é grotesco. Tem uma grandiosidade estética do começo ao fim. Enquanto diretor, Jodorowsky é um baita pintor.

Queria poder mostrar aqui uma cena em que um exército de sapos representando europeus invade e destrói uma maquete de cidade maia ocupada por camaleões, tudo isso dentro de um circo de rua.

A Montanha Sagrada é um filme redentor, mesmo nessa cena que antecede toda e qualquer idéia de salvação. Jodorowsky grita suas simbologias a todo volume, mas a real é que o tempo todo cochicha no seu ouvido: só a arte salva.

2 comentários:

Emiliano disse...

Quem diria que o cara dos Bórgia com o Manara era tudo isso. Vou ver se confiro alguma coisa.

sara lee disse...

gosto mesmo é de el topo